
O clássico entre Palmeiras e São Paulo deste sábado (21) já ferveu nos bastidores. Anderson Barros, diretor de futebol do Verdão, respondeu nesta quinta-feira (19) às declarações do executivo são-paulino Rui Costa e classificou as falas como “oportunistas e irresponsáveis”. A troca de farpas aconteceu a 48 horas do Choque-Rei, e Barros usou o canal oficial do Palmeiras para pedir serenidade e equilíbrio antes do confronto. Ele afirmou que a pressão de dirigentes sobre a arbitragem não combina com o futebol moderno e que os profissionais em campo devem trabalhar sem interferências externas.
Barros foi direto ao ponto e condenou publicamente a postura do dirigente tricolor, pedindo fim das cobranças públicas à arbitragem. Segundo ele, um clássico é um grande evento que exige serenidade e não pode virar palco de pressões que recaiam sobre uma única pessoa. No discurso, o diretor afirmou que é preciso permitir que os profissionais em campo exerçam seu trabalho “na melhor forma possível”. Ele reforçou que o Palmeiras repudia esse tipo de atitude e que o futebol precisa evoluir para não repetir práticas do passado.
Reclamações do São Paulo em clássicos recentes
Rui Costa havia lembrado da semifinal do Campeonato Paulista, quando o São Paulo reclamou de um pênalti não marcado, episódio que reacendeu a discussão sobre arbitragem no clássico. Na mesma partida, o Palmeiras contestou outra marcação de pênalti a favor do rival, e o episódio virou mote do confronto desta semana. Barros minimizou a ideia de perseguição e disse que, na avaliação de profissionais de arbitragem, houve divisão de opiniões sobre os lances. Ele também afirmou que o único erro claro naquele jogo teria sido a marcação do pênalti contra o Palmeiras, e que a equipe foi mais competente nas decisões dentro de campo.
O diretor lembrou ainda que o Palmeiras venceu os últimos cinco clássicos e que isso não pode ser motivo para diminuir mérito do adversário. Barros criticou a postura de cobrar a arbitragem tão perto do confronto, dizendo que “precisamos parar com isso” e chamando atenção para o risco de se criar uma pressão desnecessária antes de um jogo decisivo. Ele reiterou que o Rui Costa deveria evitar esse tipo de manifestação às vésperas do Choque-Rei, que ocorreria daqui a 48 horas. A fala busca desviar o foco para o duelo em si e para o desempenho das equipes no campo, deixando a arbitragem para a avaliação técnica posterior.
Na avaliação de Barros, o São Paulo mantém “uma forma de agir que vem de muitos anos” e é preciso mudar para que o futebol evolua. O dirigente palmeirense afirmou que o clube repudia atitudes que coloquem em risco a serenidade do evento e pediu que outros times sigam o exemplo. As declarações prometem aumentar a tensão em um clássico tradicional do futebol paulista, com torcidas e imprensa atentos ao que vai acontecer no gramado. Do lado esportivo, a expectativa agora é pelo confronto no sábado, com atenção ao desempenho dos atletas e ao trabalho da arbitragem.



