
A atual campeã europeia, Espanha, chega à Copa do Mundo de junho de 2026 com uma base forte do Barcelona, mas sem nenhum jogador do Real Madrid. O técnico Luis de la Fuente anunciou nesta segunda-feira (25 de maio de 2026) uma lista de 26 convocados que traz oito atletas do clube catalão. Essa é a primeira vez na história que a La Roja vai a uma Copa sem representantes do Real Madrid, um fato que já dá pano pra manga no mundo do futebol. No calor das arquibancadas e nas rodas de boteco, a ausência do time merengue chama tanto quanto a presença massiva de jovens talentos do Barça.
A falta de jogadores do Real Madrid torna-se um símbolo numa seleção apontada entre as favoritas ao título, e a narrativa ganhou corpo nas redes e nos cafés europeus. De la Fuente minimizou a questão e destacou que olha apenas para a representatividade nacional, não para clubes, afirmando que o que importa é o orgulho de vestir a camisa da seleção. O Real é recordista de títulos da Champions League e sua ausência ganha contornos históricos pelo peso do clube no futebol espanhol. Ainda assim, a coerência tática e a juventude do grupo do Barcelona deram ao treinador opções claras para montar seu time.
Entre os cortes, nomes como o defensor Dean Huijsen (zagueiro, Juventus) e Dani Carvajal (lateral-direito, Real Madrid) ficaram fora da lista final, surpreendendo quem esperava equilíbrio entre os grandes do país. A decisão abre espaço para jovens e para jogadores que vêm rendendo em clubes europeus distintos, especialmente na Premier League e no Campeonato Espanhol. A comissão técnica avaliou forma física, momento de jogo e compatibilidade tática antes de fechar os 26 convocados. O resultado é uma seleção com mistura de experiência e ousadia, sem abrir mão da identidade de posse típica da Espanha.
“Sou o treinador e não olho de onde vêm os jogadores. Eles representam a seleção nacional; não faço distinção entre clubes”, disse De la Fuente ao justificar as escolhas, colocando fim a possíveis teorias de clube. Ele reforçou que não tem o viés clubista de um torcedor e que o foco é montar um time competitivo para a Copa do Mundo. A fala busca acalmar possíveis polêmicas e reafirma o comando técnico sobre decisões delicadas em épocas de seleção. Nos bastidores, a mensagem também serve para unificar as diferentes torcidas e dissolver disputas internas antes do embarque para o Mundial.
A base do Barcelona na lista inclui Joan Garcia (goleiro, Barcelona), Pau Cubarsí (zagueiro, Barcelona), Eric Garcia (zagueiro, Barcelona), Gavi (meio-campista, Barcelona), Pedri (meio-campista, Barcelona), Dani Olmo (meio-atacante, Barcelona) e Ferran Torres (ala/atacante, Barcelona), nomes que carregam técnica e protagonismo. No total, oito atletas do Barça foram convocados, mostrando a força do clube catalão na formação da seleção. Sete convocados atuam na Premier League, com destaque para o Arsenal, que aparece com David Raya (goleiro, Arsenal), Martin Zubimendi (volante, Arsenal) e Mikel Merino (meio-campista, Arsenal) na relação. Rodri (volante, Manchester City) segue como peça de solidez no meio-campo e traz a experiência de quem disputa títulos em alto nível.
O treinador comentou também a preocupação com Lamine Yamal (ponta-direita, Barcelona) e Nico Williams (ponta, Athletic Club), que chegam ao torneio com problemas musculares na coxa, situações que merecem zelo nos últimos treinos antes da estreia. De la Fuente afirmou que a comissão está tranquila e mantém contato constante com os departamentos médicos dos clubes para monitorar a recuperação. “Salvo qualquer imprevisto, teremos todos disponíveis desde a primeira partida”, disse o treinador, reafirmando confiança na preparação física do grupo. A gestão dessas lesões será tema nas próximas semanas de treino e vai influenciar a rotação de atletas nos jogos iniciais da Copa.
A Espanha desembarca na Copa respaldada pelo título da Eurocopa de 2024, conquistado na Alemanha, e chega com ambição de buscar o segundo título mundial da sua história. A expectativa da torcida é enorme e a pressão por resultados acompanha a seleção em todas as competições importantes, uma pressão que mistura paixão e cobrança. De la Fuente terá de encontrar equilíbrio entre proteger jogadores jovens e impor um padrão vencedor desde as primeiras partidas em junho de 2026. Com uma mistura de garotos talentosos e nomes experientes, La Roja vai ao Mundial com perfil renovado e pronto para encarar a maratona de jogos que decide campeões.
Convocados da Espanha para a Copa do Mundo
- Goleiros: Unai Simón (goleiro, Athletic Club), David Raya (goleiro, Arsenal), Joan Garcia (goleiro, Barcelona)
- Defensores: Pedro Porro (lateral-direito, Tottenham Hotspur), Marcos Llorente (volante/ala, Atlético de Madrid), Pau Cubarsí (zagueiro, Barcelona), Marc Pubill (lateral-esquerdo, Atlético de Madrid), Aymeric Laporte (zagueiro, Athletic Club), Eric Garcia (zagueiro, Barcelona), Alex Grimaldo (lateral-esquerdo, Bayer Leverkusen), Marc Cucurella (lateral, Chelsea)
- Meio-campistas: Rodri (volante, Manchester City), Martin Zubimendi (volante, Arsenal), Gavi (meio-campista, Barcelona), Pedri (meio-campista, Barcelona), Fabián Ruiz (meio-campista, Paris Saint-Germain), Mikel Merino (meio-campista, Arsenal), Alex Baena (meio-campista, Atlético de Madrid)
- Atacantes: Dani Olmo (meia-atacante, Barcelona), Lamine Yamal (ponta/ponta-direita, Barcelona), Ferran Torres (atacante, Barcelona), Yeremy Pino (atacante, Crystal Palace), Nico Williams (ponta, Athletic Club), Víctor Muñoz (atacante, Osasuna), Mikel Oyarzabal (atacante, Real Sociedad), Borja Iglesias (centroavante, Celta)



