
O paraibano Matheus Cunha (atacante, Manchester United) entrou na lista final de 26 convocados para a Copa do Mundo 2026, anunciada em 18 de maio de 2026 pelo técnico Carlo Ancelotti no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. A convocação volta a colocar o atacante no centro das atenções da Amarelinha, depois de ciclos e oportunidades em seleções anteriores. Cunha chega ao torneio depois de uma temporada positiva na Inglaterra, onde tem mostrado mobilidade e capacidade de atuar tanto centralizado quanto aberto pelos lados. Para o torcedor brasileiro, a hora é de observar como ele será aproveitado no esquema do treinador.
Nascido em João Pessoa, Cunha começou a dar os primeiros passos no futebol local antes de se mudar para a Europa ainda jovem. Em 2017, acertou com o FC Sion, da Suíça, e rapidamente chamou atenção pelo perfil de atacante móvel e pelo senso de movimentação sem bola. O salto para a Alemanha veio em 2018, com passagens por RB Leipzig e depois Hertha BSC, etapas que o consolidaram nas convocações das categorias de base do Brasil. Em 2021, conquistou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Tóquio com a Seleção Brasileira, título que soma ao seu currículo.
Em seguida, Cunha foi contratado pelo Atlético de Madrid, onde enfrentou a exigência de uma das principais ligas do mundo e ganhou experiência tática de alta intensidade. Seu momento mais regular na Europa ocorreu no Wolverhampton, na Premier League, onde se destacou por velocidade e versatilidade ofensiva. A boa fase na Inglaterra recolocou o atacante no radar definitivo da Seleção Principal e abriu caminho para a transferência ao Manchester United, clube com o qual tem contrato até 2030. Hoje, como atacante do United, Cunha chega à Copa do Mundo com credenciais e expectativa por participação ativa na campanha brasileira.
Do Museu do Amanhã ao gramado do Maracanã, a convocação de Matheus Cunha mexe com torcidas e com a imprensa esportiva, que estarão atentas ao seu rendimento tanto no torneio quanto nas competições de clube. No contexto do calendário, a Copa do Mundo de 2026 domina a pauta, e o desempenho do jogador no Manchester United durante a reta final da temporada será fator decisivo para suas chances de titularidade. Treinadores e torcedores vão avaliar sua capacidade de atuar em diferentes setores do ataque, aproveitando a mobilidade que o tornou conhecido. A expectativa é que Cunha ajude a Amarelinha com as características que o projetaram na Europa.
Premier League e a fase inglesa
A passagem pelo futebol inglês foi determinante para a carreira de Matheus Cunha. No Wolverhampton, o atacante apresentou regularidade e ritmo de jogo, demonstrando boa capacidade de finalização e movimentação entre linhas, características valorizadas pelos olheiros da Seleção Brasileira. Esse período serviu como vitrine e foi responsável por recolocar seu nome em evidência para convocações mais consistentes. No Manchester United, com contrato até 2030, Cunha tem sido utilizado como opção ofensiva que pode atuar tanto pelas pontas quanto mais centralizado, agregando versatilidade ao elenco.
Para o torcedor que acompanha de perto o futebol inglês e as seleções, a convocação confirma a aposta em jogadores que combinam técnica e dinâmica física para o futebol moderno. Matheus Cunha traz ao grupo da Copa do Mundo 2026 atributos que podem ser decisivos em jogos de alta intensidade, especialmente contra seleções que pressionam em bloco alto. Agora é acompanhar os treinamentos e ver como Ancelotti vai mesclar nomes e funções até o pontapé inicial do torneio. Seja no palco do Maracanã, em amistosos no Rio ou nas grandes arenas europeias, a missão do atacante será aproveitar a chance e justificar a camisa verde e amarela.



