SAF Botafogo pede recuperação judicial e acusa John Textor e Eagle Football

SAF Botafogo protocola pedido de recuperação judicial e cita Textor em crítica | Botafogo | O Dia
Imagem: Divulgação / Reprodução

Na noite de 14 de maio de 2026, a SAF Botafogo protocolou pedido de Recuperação Judicial com o objetivo de proteger o clube, preservar suas atividades e garantir a continuidade do projeto esportivo do Glorioso. A empresa informou que a decisão foi tomada diante de um cenário financeiro grave, agravado por sucessivos bloqueios, riscos relacionados a transfer bans da FIFA, vencimentos antecipados e restrições severas de caixa que passaram a comprometer a operação cotidiana. Segundo a nota oficial, a medida abre caminho para uma reorganização estruturada com estabilidade jurídica para negociações com credores, investidores e parceiros. A diretriz é criar previsibilidade e supervisão judicial necessária para o reequilíbrio financeiro da companhia.

Crítica a Textor e ao Grupo Eagle

A SAF aponta diretamente a Eagle Football e a John Textor por falta de aportes e diz que sofreu um processo de descapitalização dentro da estrutura do grupo. No texto, a companhia afirma que mais de R$ 900 milhões deixaram de retornar ao Botafogo, enquanto outros ativos do grupo receberam investimentos substanciais, citando aportes recentes de cerca de US$ 90 milhões no Lyon (aprox. R$ 459 milhões / € 83 milhões). A nota alega que o clube passou mais de um ano sem injeção relevante de recursos, mesmo após alertas sobre a deterioração do caixa e riscos à continuidade operacional. A reclamação formaliza a crítica à administração do grupo, que, segundo a SAF, foi beneficiária da retirada de recursos sem a correspondente recomposição de capital.

Veja a nota do Botafogo

Na comunicação oficial, a SAF explicou que a Recuperação Judicial é o instrumento legal necessário para reorganizar finanças, preservar empregos e honrar compromissos, mantendo a competitividade esportiva do clube. A medida, diz a nota, permite a elaboração formal do plano de recuperação a ser submetido aos credores na forma da lei, com supervisão judicial e proteção institucional. A SAF afirmou também que a tutela cautelar deferida anteriormente pela FIFA não produzia efeitos jurídicos equivalentes ao processamento da Recuperação Judicial, o que tornou indispensável o avanço imediato para esta nova fase. O objetivo declarado é assegurar transparência e estabilidade para que o Botafogo possa reestruturar seu passivo de forma organizada, protegendo atletas, funcionários, parceiros e a torcida.

O que muda na prática e próximos passos

Segundo a SAF, o clube seguirá operando normalmente e todos os esforços serão feitos para manter a plena continuidade das atividades esportivas e administrativas, com pagamento de salários de atletas, comissão técnica e funcionários e manutenção de contratos essenciais. A abertura do processo inicia negociações formais com credores e pode envolver medidas de reestruturação do passivo e ajustes operacionais necessários à sobrevivência do projeto esportivo. Em termos práticos, a diretriz é preservar a capacidade de disputa do Glorioso nas competições nacionais, como o Brasileirão e a Copa do Brasil, além de garantir que jogos em casa, no Estádio Olímpico Nilton Santos, sigam com calendário e operação garantidos. A direção reforça a necessidade de coragem e união da torcida para atravessar a fase e recuperar a estabilidade do clube.

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