Irã ameaça boicotar a Copa e exige garantias em reunião com a Fifa

Irã ameaça boicote e cobra apoio da Fifa para a Copa do Mundo | CNN Brasil
Imagem: Divulgação / Reprodução

O presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Taj, anunciou nesta quinta-feira (14) que a entidade terá uma reunião com a Fifa no próximo sábado para buscar apoio em meio ao impasse sobre a participação do país na próxima Copa do Mundo. A declaração, feita no mesmo dia, chega com tom firme: Taj quer garantias formais diante de questões que envolvem vistos e segurança. Segundo ele, a prioridade é assegurar respeito às instituições iranianas durante a competição, sobretudo no trecho em que a seleção ficará baseada nos Estados Unidos. A tensão ganhou contornos diplomáticos e esportivos que podem definir o futuro da equipe no torneio.

Reunião com a Fifa e ameaça de saída

O encontro com a entidade máxima do futebol aparece como tentativa de Taj de transformar preocupação diplomática em uma negociação esportiva. No início da semana, o dirigente afirmou que o Irã pode desistir de disputar o torneio caso a Fifa não garanta essas salvaguardas, e a federação iraniana diz estar se preparando normalmente para a competição enquanto aguarda desfecho. A seleção iraniana terá três jogos na fase de grupos e manterá base nos Estados Unidos, segundo o planejamento já divulgado, o que torna as questões de visto e segurança centrais para a participação. A posição oficial do presidente é clara: querem garantias antes de seguir adiante com qualquer definição final.

Vistos negados e ligações com a IRGC

Na semana passada, o Canadá negou a entrada de Mehdi Taj no país, alegando supostos vínculos do dirigente com a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), instituição que ele teria integrado em cargos administrativos antes de migrar para o esporte. Tanto Estados Unidos quanto Canadá classificam a IRGC como uma “entidade terrorista” e deixaram explícito que não permitirão a entrada de pessoas associadas ao grupo, o que complicou a agenda do Irã. A negativa de visto tornou a negociação com a Fifa um fator decisivo para resolver o impasse, já que a presença de dirigentes é parte das rotinas preparatórias antes do torneio. A federação iraniana mantém que todos os procedimentos esportivos seguem em curso, mas a questão diplomática segue como nó a ser desatado.

O que está em jogo para a competição

Além do impacto imediato na delegação iraniana, o caso coloca a Fifa diante de um dilema que mistura regras esportivas e decisões diplomáticas entre países-sede. Se não houver garantias ou solução para os vistos, a possibilidade de boicote pode afetar a tabela de jogos e a logística de grupos no torneio, com repercussões para adversários e organizadores. Torcedores e organismos esportivos acompanham atentos: uma definição rápida pode evitar consequências maiores para a competição, enquanto um impasse prolongado mantém a incerteza sobre a participação do Irã. Taj disse confiar que a reunião será decisiva, e agora cabe à Fifa e aos países envolvidos sinalizarem como procederão nas próximas horas e dias.

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