
A SAF do Botafogo informou, nesta terça-feira (12 de maio de 2026), que tomou conhecimento do relatório financeiro divulgado pela Eagle Football Group, controladora do Olympique Lyonnais. No comunicado oficial, o clube carioca afirmou que o Lyon não adotou uma postura colaborativa para resolver o imbróglio de caixa, apresentou o que classifica como ‘cobranças fantasiosas’ e não reconheceu a dívida com a SAF. O Glorioso deixou claro que não vai recuar na busca judicial pelos valores que entende serem devidos. Ao todo, a SAF aponta um montante de R$ 745 milhões a ser recuperado. A divulgação do relatório reacende uma disputa financeira que já vinha em vias judiciais.
Posicionamento da SAF e próximas medidas
No desabafo público, a SAF reiterou que seguirá adotando todas as medidas cabíveis para a integral reparação do crédito alegado. Há ações judiciais em trâmite e a entidade lembra que o Poder Judiciário determinou, recentemente, o pagamento imediato de R$ 122,3 milhões ao clube. A diretoria financeira do Botafogo afirma que a cobrança dos valores é fundamental para a saúde do caixa e para o planejamento esportivo do clube. Esse planejamento inclui compromissos no Brasileirão e na Copa do Brasil, além da capacidade de investir no elenco e na infraestrutura.
O posicionamento sobre o relatório do Lyon
A nota da SAF critica a abordagem do Eagle Football Group ao divulgar o relatório, dizendo que a postura não favorece a resolução do conflito e dificulta o diálogo entre as partes. Segundo o Botafogo, o Lyon deixou de reconhecer obrigações previamente apontadas pela SAF, o que ampliou o litígio. O clube carioca manteve o tom jurídico, reforçando que buscará nos tribunais a recuperação dos valores apontados. Não houve, até o momento, menção a acordos extrajudiciais por parte da SAF.
Cenário jurídico e impacto esportivo
Do ponto de vista jurídico, o caso segue com ações em andamento e decisões parciais já favoráveis ao Botafogo, como a determinação de pagamento imediato de R$ 122,3 milhões. A SAF informa que pretende usar todos os instrumentos legais para buscar os R$ 745 milhões que considera devidos. No plano esportivo, a disputa desperta atenção porque pode influenciar reforços, folhas salariais e o planejamento para as próximas rodadas do Brasileirão e fases da Copa do Brasil. A diretoria e o departamento jurídico do Glorioso prometem atualizações conforme os processos avancem.


