
Carlo Ancelotti chega ao comando da Seleção Brasileira com a experiência de um treinador que já ergueu taças por toda a Europa e a responsabilidade de estrear em Copas como técnico no Mundial de 2026, realizado nos Estados Unidos, Canadá e México. O italiano, ex-meia da seleção italiana, soma uma carreira de clube recheada de títulos, incluindo quatro Ligas dos Campeões, e agora assume o desafio de buscar o título com o Brasil. Esta será a primeira vez que Ancelotti disputa uma Copa do Mundo na função de treinador, depois de décadas de trajetória entre gramados e vestiários. A expectativa envolve convocações que misturarão jogadores do Brasileirão e de clubes europeus, além de uma agenda de amistosos e preparação que pode passar por estádios tradicionais como o Maracanã.
Duas Copas como jogador
Como jogador, Ancelotti teve contato direto com três edições de Copa do Mundo, em papeis diferentes. Lesionado poucos meses antes de 1982, o ex-meia ficou fora da Azzurra que conquistou o título na Espanha, uma frustração precoce na sua carreira internacional. Quatro anos depois, em 1986, ele integrou o elenco que viajou ao México, mas acabou sem entrar em campo e viu a seleção ser eliminada nas oitavas de final. Em 1990, jogando em casa, Ancelotti entrou em campo em partidas-chave daquele torneio, participando na campanha que levou a Itália até as fases finais e à disputa do terceiro lugar.
O papel de Ancelotti dentro e fora de campo
A trajetória como meia o ajudou a transitar para funções técnicas com convicção tática e leitura de jogo, fundamentos que moldaram suas campanhas vitoriosas nos clubes. Como treinador, Ancelotti se consolidou em grandes centros europeus, o que reforça a visão de jogo que traz agora para a Seleção Brasileira. No ciclo que culmina na Copa de 2026, a seleção trabalhará para adaptar o estilo clássico brasileiro às ideias do técnico italiano, conciliando talentos espalhados entre o Brasileirão e o futebol europeu. A experiência de comandar plantéis estrelados será colocada à prova diante da pressão de disputar um Mundial pela primeira vez como chefe da comissão técnica.
Vice para o Brasil em 1994 e a volta às seleções
Depois de encerrar a carreira como jogador, Ancelotti ingressou na comissão técnica da Itália como auxiliar de Arrigo Sacchi, então técnico da Azzurra. Em 1994, fazendo parte daquela comissão, viveu de perto a derrota na final contra o Brasil, decidida nos pênaltis, quando Roberto Baggio (atacante, aposentado) isolou a cobrança que decretou o vice-campeonato. A experiência serviu como lição e influência para o estilo de trabalho de Ancelotti ao longo dos anos seguintes. Ele deixou a atuação em seleções em meados da década de 1990 e só retornou ao comando de uma seleção nacional em maio de 2025, quando foi anunciado como treinador da Seleção Brasileira para o ciclo até a Copa de 2026.
Agora, com a camisa da seleção, Ancelotti encara o desafio de montar um elenco competitivo para o Mundial, com foco em resultados e consistência. A caminhada até 2026 envolverá convocações, jogos-treino e a seleção de atletas que possam render tanto no espaço técnico desejado quanto sob a pressão da torcida. O futebol brasileiro, com suas grandes rivalidades e estádios históricos, observa atento a forma como o treinador italiano vai equilibrar talento e pragmatismo no caminho rumo ao torneio.



