Artesão do Rio fabrica mais de 3 mil réplicas da taça da Copa

Artesão brasileiro fabrica mais de três mil réplicas de troféu da Copa | CNN Brasil
Imagem: Divulgação / Reprodução

Oficina no Rio acelera produção e mantém viva a esperança da torcida

Jarbas Meneghini, artesão de 58 anos, já produziu mais de 3 mil réplicas em gesso da taça da Copa do Mundo em sua oficina no Rio de Janeiro, e a peça virou símbolo de fé entre torcedores. Ele conta que começou a trajetória vendo Dunga (ex-volante e capitão da seleção brasileira) erguer a taça em 1994, e decidiu usar a técnica que aprendeu trabalhando com metal para criar as próprias peças. As réplicas ajudam fãs de todas as torcidas a sonhar alto — seja no Maracanã, na arquibancada do São Januário ou nas imediações do estádio Nilton Santos. Vendidas a turistas e torcedores locais, as peças circulam nos estádios e em tardes de clássico carioca, entre jogos do Brasileirão e partidas da Copa do Brasil.

Do molde ao acabamento: o processo artesanal

Meneghini produz manualmente cada peça a partir de moldes, alternando entre pinturas douradas e acabamentos cromados polidos que realçam o brilho do troféu. O trabalho mescla gesso e técnicas de metalurgia, resultado de décadas de vivência com materiais mais pesados e delicados. Hoje ele exporta as réplicas para 17 países nas Américas e na Europa, e a demanda costuma subir conforme o ciclo de Mundial avança. As peças com acabamento cromado são as mais requisitadas porque oferecem o reflexo que o torcedor procura na hora da foto ou do beijo no troféu.

Crescimento na produção com a Copa de 2026

Antes da Copa de 2026 — sediada por México, Canadá e Estados Unidos — Meneghini já havia produzido cerca de 600 troféus só na etapa preparatória, número bem acima das 100 ou 200 unidades que costumava fabricar em edições anteriores. A procura aumentou por causa da volta do calendário mundial e da renovada esperança dos brasileiros, campeões cinco vezes, mas sem título desde 2002. O artesão diz que transforma a expectativa da torcida em trabalho: reforça estoques, prepara moldes extras e ajusta acabamentos para atender encomendas de clubes, torcidas organizadas e turistas. As peças saem da oficina e logo aparecem em sessões de fotos, bares temáticos e cultos pressionados pela paixão pelo futebol carioca.

Uma lembrança para levar na mala e no coração

Trabalhando perto do Maracanã, Meneghini vê a rotina de torcedores de Flamengo, Vasco, Fluminense e Botafogo e comenta que cada réplica carrega histórias diferentes — desde o torcedor que quer comemorar um título do Mengão até o fã do Gigante da Colina que sonha com glórias internacionais. As réplicas também são presentes populares para quem visita a cidade e quer levar uma lembrança do futebol brasileiro. Com a Copa marcada para começar em 11 de junho, a movimentação deve crescer ainda mais, e a oficina segue produzindo para manter viva a esperança de ver o troféu original voltar ao Brasil em julho.

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