Irã ameaça não ir à Copa do Mundo de 2026 e pode pagar multa milionária

Irã pode pagar multa milionária se desistir da Copa de 2026; entenda | CNN Brasil
Imagem: Divulgação / Reprodução

O ministro do Esporte do Irã, Ahmad Donyamali, afirmou nesta quarta-feira (10) que o país não pode participar da Copa do Mundo de 2026. Segundo ele, ataques aéreos dos Estados Unidos ao lado de Israel teriam resultado na morte do líder Ali Khamenei, tornando impossível a presença iraniana no torneio. A declaração foi transmitida pela televisão estatal e provocou atenção imediata das federações e da mídia internacional. A competição terá sedes nos Estados Unidos, México e Canadá, entre 11 de junho e 19 de julho de 2026.

Donyamali disse que “nossos filhos não estão seguros” e que não existem condições para que a seleção viaje e jogue em meio ao que classificou como ofensivas contra o Irã. A fala acende um cenário jurídico e esportivo complexo, já que a desistência não é apenas política, mas tem implicações disciplinares previstas no regulamento da entidade máxima do futebol. Fontes oficiais ainda não confirmaram um pedido formal de retirada da competição por parte da federação iraniana. Nos bastidores, dirigentes e advogados esportivos avaliam prazos e possíveis sanções.

Multa como punição

Regulamento e valores

O regulamento prevê que qualquer seleção que abandone a Copa do Mundo até 30 dias antes da partida de abertura pode ser punida pelo Comitê Disciplinar da entidade com uma multa mínima de 250 mil francos suíços — cerca de R$ 1,6 milhão. Trata-se de um valor mínimo previsto nas normas; a sanção pode incluir outras penalidades disciplinares, dependendo da análise do caso e das circunstâncias apresentadas pela federação. A aplicação da multa dependerá de um processo formal, em que o Irã teria direito a defesa e a apresentação de provas. A velocidade das decisões será importante, já que o calendário da Fifa exige definição rápida para possíveis realocações de vagas.

Possível substituto

O texto do regulamento não estabelece um critério rígido para preencher a vaga deixada por uma desistência, mas aponta que a vaga pode ser oferecida ao melhor colocado seguinte na zona de qualificação. Nesse cenário, os Emirados Árabes Unidos aparecem como opção natural por terem sido o próximo classificado na região em alguns critérios, e o Iraque também surge como candidato porque avançou à final da repescagem intercontinental. A decisão sobre substituto cabe à entidade organizadora, que deve considerar resultados, ranking e logística para confirmar qualquer convite. Qualquer mudança pode afetar calendários de preparação e o planejamento de amistosos das seleções envolvidas.

Grupo G

No sorteio realizado em dezembro, o Irã ficou no Grupo G, junto com as seleções da Bélgica, do Egito e da Nova Zelândia. As três partidas desse grupo estavam programadas para ocorrer nos Estados Unidos — duas em Los Angeles e uma em Seattle — o que gerava grande expectativa para o encontro entre torcida e seleção no gigante americano. A retirada do Irã remodelaria a chave e poderia alterar destinos de transmissões, ingressos e logística nos locais marcados para os jogos. A Fifa terá de confirmar formalmente qualquer alteração para que clubes, federações e torcedores possam se organizar.

Há ainda a possibilidade de confronto eliminatório entre Estados Unidos e Irã caso ambas terminem em segundo lugar em seus grupos; esse jogo estava previsto para 3 de julho em Dallas. A confirmação de data e local para um eventual duelo entre as duas seleções depende da manutenção das vagas e do andamento do torneio. Até que a federação iraniana emita comunicado oficial ou a entidade organizadora tome uma decisão, o cenário segue de incerteza e acompanhamento atento por parte das confederações e do público.

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