
Vitória suada no Monumental
O Barcelona de Guayaquil encerrou um jejum na Copa Libertadores da América 2026 ao bater o Boca Juniors por 1 a 0, na terça-feira (6), no Estádio Monumental Banco Pichincha, em Guayaquil, Equador. A partida válida pela quarta rodada da fase de grupos do Grupo D teve chuva forte, gramado pesado e muita tensão entre as equipes. Os visitantes chegaram embalados, mas o time equatoriano soube explorar os espaços em contra-ataque. O resultado reacende a disputa pela classificação no grupo e mudou o cenário para as próximas rodadas.
Jogo pegado, VAR e expulsões
O confronto foi marcado pela intensidade física e pela interferência do VAR, que decidiu expulsões importantes. Santiago Ascacíbar (volante – Boca Juniors) recebeu cartão vermelho direto após uma entrada dura em Milton Céliz (atacante – Barcelona SC), e mais tarde Milton Céliz também foi expulso por uma ação considerada agressiva. As duas equipes terminaram o primeiro tempo com dez homens cada, o que alterou o desenho tático para a segunda etapa. A chuva deixou o campo pesado e dificultou a troca de passes mais rápida, deixando o jogo truncado.
No primeiro tempo houve poucas chances claras, mas o goleiro José Contreras (goleiro – Barcelona SC) teve trabalho e fez defesa de destaque aos 6 minutos para evitar o avanço do Boca. O Boca ainda perdeu o seu goleiro titular Leandro Brey (goleiro – Boca Juniors) por lesão, sendo substituído por Javier García (goleiro – Boca Juniors). A entrada de García não tirou o equilíbrio do duelo, e o Boca tentou manter pressão mesmo com o desgaste físico. Já o Barcelona apostou em transições rápidas para explorar os espaços deixados pelos argentinos.
Gol na corrida e tensão até o fim
O gol da vitória saiu aos 27 minutos do segundo tempo, em jogada de contra-ataque bem trabalhada: Jefferson Intriago (volante – Barcelona SC) ajeitou de cabeça para Jhonny Quiñónez (meia – Barcelona SC) na direita, que cruzou na medida para Héctor Villalba (atacante – Barcelona SC). Villalba, recém-entrado, emendou de primeira no canto e não deu chances para Javier García. Nos minutos finais o próprio Héctor Villalba teve outra oportunidade, mas tentou ampliar e parou no arqueiro adversário. O ritmo acelerado e as faltas constantes mantiveram a partida nervosa até o apito final.
Estatisticamente o duelo ficou parelho: o Barcelona registrou 4 finalizações certas contra 5 do Boca, enquanto, no total, ambas as equipes somaram oito finalizações cada. O time equatoriano cometeu 14 faltas e recebeu cinco cartões amarelos além do cartão vermelho, enquanto o Boca terminou com um vermelho e dois amarelos. As decisões disciplinares e a condição do gramado foram fatores que influenciaram na eficiência ofensiva das duas equipes. Apesar da posse e das finalizações, o Boca não conseguiu transformar volume em gol.
Consequências na tabela do Grupo D
Com o resultado, o Barcelona somou seus primeiros três pontos na fase de grupos e subiu posições, mantendo chances matemáticas de classificação. O Boca Juniors segue com seis pontos e na liderança momentânea do Grupo D, mas a derrota afetou o saldo de gols e complicou a margem de segurança. Universidad Católica e outros concorrentes mantêm a disputa aberta, e o Cruzeiro ainda figura entre os postulantes que podem alterar a tabela nas próximas rodadas. A briga pela vaga segue aberta, prometendo jogos decisivos nas próximas semanas.
O clima no Monumental Banco Pichincha foi de jogo clássico sul-americano: chuva, emoção e disputa corpo a corpo. Para os torcedores do Barcelona, a vitória reacende a esperança; para o Boca, fica o trabalho de recuperar o desempenho para as partidas que vêm pela frente na Libertadores. Os times voltam suas atenções aos treinamentos e à logística de viagens antes das próximas rodadas, com cenário indefinido no Grupo D. A sensação é de que a fase de grupos ainda vai reservar capítulos decisivos.



