
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira que não se opõe à participação do Irã na Copa do Mundo de 2026, marcada para acontecer na América do Norte entre junho e julho. A declaração veio depois de Gianni Infantino, presidente da Fifa, afirmar que o Irã disputará o torneio e que jogará partidas nos Estados Unidos. No Salão Oval, Trump resumiu: “Se o Gianni disse isso, estou de acordo. Sabe de uma coisa? Deixem eles jogarem.” A fala deixa claro o posicionamento público da Casa Branca sobre a presença iraniana no torneio.
Infantino diz ter “certeza” da participação do Irã
Gianni Infantino afirmou, durante a abertura do congresso da Fifa, que o Irã estará presente na Copa do Mundo de 2026 e que disputará partidas em solo norte-americano. A declaração foi feita sem a presença da delegação iraniana no evento, mas com tom de decisão da entidade máxima do futebol. “Deixe-me começar. Claro que o Irã participará da Copa do Mundo de 2026. E claro que jogará nos Estados Unidos”, disse Infantino, reforçando a necessidade de união em torno do torneio. Para a Fifa, a inclusão das seleções classificadas é parte da responsabilidade institucional de organizar o campeonato.
O que está em jogo
Havia expectativa pela chegada de dirigentes da federação iraniana, incluindo o presidente Mehdi Taj, ao congresso, mas a delegação não compareceu ao evento. Segundo relatos, a ausência aconteceu após Teerã considerar como “comportamento inaceitável” a atuação de autoridades migratórias do Canadá em relação a vistos que teriam sido emitidos. A situação levanta questões logísticas e diplomáticas sobre viagens e entrada em países-sede, especialmente considerando partidas que terão locais nos Estados Unidos. A confirmação pública de Infantino e a declaração de Trump simplificam, ao menos politicamente, a possibilidade de o Irã disputar suas partidas no torneio.



