
O documentário sobre Zico estreia nos cinemas nesta quinta-feira e promete emocionar torcedor de todas as torcidas do Rio. Zico, o eterno meia-atacante e ídolo do Flamengo, aparece retratado em imagens e depoimentos que resgatam a carreira dentro e fora dos gramados. O filme traz vídeos inéditos do acervo da família, com dezenas de fitas VHS cedidas à produção, e mescla arquivo com depoimentos atuais. A expectativa é grande entre os rubro-negros e entre quem gosta de crônica do futebol brasileiro.
A escolha de como contar a história

A narrativa do documentário opta por uma abordagem intimista, mostrando detalhes da carreira e da vida pessoal que nem sempre vieram a público. O roteiro incorpora elementos que lembram a ligação de Zico com o Japão, onde construiu parte da carreira como jogador e treinador, e enfatiza traços que dialogam com a cultura japonesa. O filme também aborda amizades marcantes, como a relação com Pelé, o atacante aposentado e ídolo do Santos, e com Roberto Dinamite, atacante aposentado e ídolo do Vasco, figuras centrais na história do futebol nacional. As imagens de arquivo e os vídeos familiares ajudam a costurar essas conexões com leveza e autenticidade.
A relação de Zico com o Flamengo
O documentário revisita a ligação de Zico com o Flamengo e o lugar que ele ocupa na história do clube e da cidade. São cenas que remetem ao Maracanã e às multidões que ovacionaram o camisa 10, além de depoimentos sobre passagens decisivas em competições como o Brasileirão e a Libertadores. A produção mostra como o ídolo ajudou a moldar a identidade do clube, mantendo sempre o caráter de liderança dentro do vestiário e a relação próxima com a torcida do Mengão. Há cuidado em contextualizar momentos de glória sem transformar o filme numa hagiografia, privilegiando lembranças e material inédito.
Momentos difíceis na carreira
Nem tudo é brilho: o documentário também lembra períodos de dificuldade, como a passagem pela Itália, defendendo a Udinese, uma etapa de adaptação e cobrança que recebe menos destaque na narrativa. Lesões e desafios longe do Brasil aparecem como capítulos importantes para entender a carreira do jogador, mas o longa opta por não se deter excessivamente nesses episódios. A escolha editorial deixa claro que o foco é o legado e o impacto humano, mais do que uma cronologia exaustiva. Ainda assim, as menções aos tropeços ajudam a humanizar o ídolo.
As memórias do ídolo
A produção monta cenários com relíquias da carreira: camisas, troféus e objetos pessoais que remontam trajetórias dentro de estádios como o Maracanã e referências às rivalidades cariocas. O uso de fitas VHS e vídeos caseiros dá textura ao relato e entrega cenas que muitos torcedores ainda não haviam visto. No cinema, a mistura de arquivo e depoimento cria momentos de forte carga afetiva, especialmente para quem viveu as décadas em que Zico brilhou nos gramados. Para torcedor do Tricolor, do Glorioso ou do Gigante da Colina, há passagens que evocam lembranças e ajudam a compreender melhor a dimensão do jogador para o futebol brasileiro.



