
O atacante Gabriel Jesus (atacante do Arsenal) volta a Madri depois de quatro anos para mais um duelo decisivo de Champions League, encarando o Atlético de Madrid nesta quarta-feira (29 de abril de 2026), no Riyadh Air Metropolitano — estádio onde o brasileiro ainda não havia pisado. A partida tem cara de jogo de vida ou morte na Europa, e Gabby chega com a confiança de quem colecionou atuações importantes na principal competição continental. O camisa 9 do Arsenal tem se mostrado móvel e letal nas infiltrações, aptidões que o mantêm relevante tanto para o clube quanto para a seleção. No estilo cronista carioca: é jogo para sofrer, vibrar e, quem sabe, ouvir a torcida brasileira festejando um gol fora de casa.
Sua relação com adversários espanhóis já rendeu números: quando atuava pelo Manchester City, Gabriel anotou três gols e deu uma assistência em quatro jogos contra o Real Madrid, contando com vitórias importantes naquela fase da carreira. Na Champions, entre atletas em atividade, soma 26 gols e nove assistências, o que o coloca entre os atacantes mais prolíficos da safra atual. Esses números reforçam a imagem de Gabriel como um dos brasileiros mais presentes na fase mata-mata da Europa nas últimas temporadas. A marca o deixa em posição de destaque quando o assunto é experiência e faro de gol em jogo grande.
Contra o Atlético de Madrid, Jesus só teve oportunidade uma vez, ainda vestindo a camisa do Manchester City, no jogo de ida das quartas de final de 2021-22. Naquela noite no Etihad Stadium, o placar terminou 1 a 0 com gol de Kevin De Bruyne (meio-campista do Manchester City), e Gabriel entrou nas dinâmicas do jogo sem conseguir balançar as redes. A memória desse confronto alimenta a expectativa: voltar a Madri traz lembranças daquele grupo do City e também a chance de escrever novo capítulo com a camisa do Arsenal. Para o torcedor que gosta de história, é sempre um filme que volta à cabeça quando o jogador pisa na capital espanhola.
Além do duelo com o Atlético, o histórico diante de clubes espanhóis inclui partidas contra o Sevilla, nas quais Gabriel deixou sua marca com um gol e uma assistência, também pelo City. Na última temporada, já defendendo o Arsenal, ele não esteve em campo nos confrontos europeus contra Athletic Bilbao, Girona, Atlético de Madrid e Real Madrid, o que mostra como lesões e opções táticas podem interferir na trajetória em competições internacionais. Ainda assim, quando em campo, ele tem conseguido provar versatilidade e presença de área, dois atributos valiosos em mata-mata. Esse repertório ajuda a explicar por que o Arsenal o utiliza em diferentes vetores do ataque.
Gabriel também não esconde o sonho de vestir a amarelinha com frequência; a Champions é a vitrine, e a exibição em jogos decisivos pesa na avaliação da seleção. No Arsenal ele é chamado carinhosamente de Gabby, e a capacidade de atuar nas quatro posições do ataque — ora centralizado, ora aberto pela esquerda ou direita — mantém a chama acesa para a comissão técnica canarinha. A combinação entre gols na Europa e mobilidade tática faz dele um nome sempre lembrado quando a convocação é discutida. Para o jogador, é questão de sequência: jogar bem pelo clube para ganhar novas chances no selecionado.
Atuações pela seleção
Com a amarelinha, Gabriel Jesus (atacante do Arsenal) acumulou números relevantes: 19 gols e 13 assistências em 64 partidas disputadas, conforme registros oficiais da CBF. Entre jogadores em atividade, é um dos nomes mais presentes na lista de artilheiros, e teve papel decisivo na Copa América de 2019 ao marcar o gol que devolveu a vantagem ao Brasil na final contra o Peru, conquistando a taça naquele ano. Além disso, Gabriel foi peça-chave na campanha que resultou no primeiro ouro olímpico do futebol masculino brasileiro, em 2016, quando anotou três gols e ajudou a montar a base daquela vitória histórica. Esses capítulos compõem a trajetória de quem já deixou sua marca com a camisa verde e amarela.
O último gol de Gabriel pela seleção ocorreu no amistoso contra a Coreia do Sul, na vitória por 5 a 1 em junho de 2022, e a última partida foi na derrota para a Argentina pelas Eliminatórias da Copa do Mundo, em novembro de 2023, no Maracanã. Depois disso, lesionou-se em duas ocasiões graves e viu as oportunidades na seleção rarearem enquanto recuperava ritmo e forma. Hoje, a agenda de jogos do Arsenal e as partidas de Champions aparecem como palcos fundamentais para que ele retome a regularidade e volte a ser presença constante entre os convocados. A torcida brasileira, inclusive a carioca, segue na expectativa de ver Gabby reencontrando o melhor futebol nas grandes noites europeias.



