
O Brighton & Hove Albion revelou nesta terça-feira, 28 de abril de 2026, planos para construir o primeiro estádio exclusivo para o futebol feminino na Europa, com capacidade para pelo menos 10.000 torcedores e inauguração prevista para a temporada 2030-31. O projeto será erguido em Bennett’s Field, terreno ao lado do American Express Stadium, casa do time masculino. O clube informou que adquiriu o terreno em 2025 e que as obras permitirão compartilhar operações e instalações nos dias em que houver partidas masculinas e femininas. A iniciativa chega em um momento de crescimento da modalidade e busca dar ao time feminino uma casa própria, pensada desde o início para as necessidades das jogadoras.
Projeto e instalações
A ideia é que o novo estádio seja projetado de acordo com as exigências específicas do futebol feminino, com atenção ao padrão do gramado, vestiários e áreas de recuperação. Os responsáveis afirmam que as dimensões e a infraestrutura serão pensadas para treinos, jogos e para receber categorias de base, oferecendo às jovens atletas a experiência de atuar em um estádio dedicado. Zoe Johnson, diretora administrativa do Brighton Women, destacou que a obra vai fortalecer a ambição do clube de competir na Women’s Super League e em torneios continentais. Segundo ela, o projeto também é uma ferramenta para atrair profissionais e ampliar uma base de torcedores apaixonada que vem crescendo nos últimos anos.
Posição entre estádios dedicados
Se confirmado, o estádio do Brighton será um dos poucos no mundo construídos exclusivamente para uma equipe profissional feminina, juntando-se ao CPKC Stadium, em Kansas City, e ao projeto anunciado para o Denver Summit. O CPKC Stadium foi inaugurado em 2024 e foi o primeiro estádio do mundo feito especificamente para um clube feminino profissional. São iniciativas ainda pontuais, mas que marcam uma mudança na infraestrutura do futebol feminino, com mais clubes pensando em espaços próprios ao invés de adaptar estruturas masculinas. Para a torcida, a expectativa é ver jogos com regularidade em um ambiente criado para elas, algo que pode impulsionar público e visibilidade.
A tendência na WSL
Na Women’s Super League muitos clubes optaram por disputar partidas femininas em estádios principais quando a demanda justifica, como o Chelsea no Stamford Bridge e o Arsenal no Emirates Stadium. O Everton também se transferiu para o histórico Goodison Park, enquanto Aston Villa e Leicester confirmaram o uso do Villa Park e do King Power Stadium em suas casas. Ao mesmo tempo, outras equipes mesclam partidas entre centros menores e eventuais jogos em arenas maiores, conforme calendário e expectativas de público. A postura do Brighton aparece como alternativa: construir um espaço dimensionado para crescer de forma sustentável, alinhado às regras da WSL.
Impacto e próximos passos
Paul Barber, diretor executivo e vice-presidente do clube, afirmou que o projeto é uma demonstração clara das ambições do Brighton e que o estádio foi pensado para “dimensionar corretamente” a casa da equipe feminina. O clube não detalhou o cronograma de obras além da previsão de inauguração na temporada 2030-31, nem revelou custos ou fontes de financiamento no comunicado divulgado. Resta acompanhar como a iniciativa vai influenciar o mercado de jogadoras e a estratégia de outras equipes na Europa e no mundo. No contexto do futebol global, é mais um passo concreto rumo à profissionalização e à infraestrutura dedicada ao futebol feminino.



