
A confusão aconteceu em um artigo publicado no jornal El Heraldo, quando o jornalista mexicano Edgar Valero listou alternativas para a ausência de Cristiano Ronaldo (atacante, Al-Nassr) em um amistoso do México. Entre nomes óbvios como Gonçalo Ramos (atacante, Benfica) e Paulinho (atacante, Toluca), Valero acabou incluindo Diogo Jota, o atacante do Liverpool — o que provocou imediato estranhamento nas redes. A repercussão cresceu quando leitores alertaram para o fato de Jota ter morrido meses antes, e o caso ganhou tom ainda mais delicado com a resposta do próprio jornalista.
Na peça, Valero afirmou que a Federação Mexicana de Futebol avalia aproveitar a ausência de CR7 para testar opções como Gonçalo Ramos e avaliar um suposto retorno de Diogo Jota, além de considerar convocar Paulinho, do Toluca. Ao ser alertado, o jornalista publicou uma mensagem em espanhol que gerou ainda mais críticas por tom e escolha de palavras. O episódio reacendeu debates sobre checagem de fontes e o cuidado necessário ao tratar de atletas e familiares, num ambiente já sensível pela tragédia.
A repercussão e a mensagem de Edgar Valero
O post do jornalista incluiu um trecho em que ele ironiza o erro de forma grosseira, o que ampliou a reação negativa nas redes. Em sua publicação, Valero disse em espanhol que planejava entrevistar Jota, mas que “ele morreu, droga”, e completou que da próxima vez iria confirmar se a pessoa ainda estava viva antes de escrever. A resposta, além de ser vista como insensível, evidenciou falhas de apuração em um tema que envolve luto e figuras públicas.
A nota original citava também a intenção da Federação Mexicana de ter Cristiano Ronaldo presente como “capitão honorário” no amistoso, embora sem atuar — uma informação que o próprio texto atribuiu a fontes da entidade. A menção a CR7 traz à tona o interesse em amistosos de prestígio e as escolhas técnicas que seleções fazem para equilibrar imagem e preparação, especialmente em jogos que antecedem competições como a Copa do Mundo ou a Liga das Nações.
A morte de Diogo Jota e de André Silva
Diogo Jota, atacante do Liverpool, foi encontrado morto aos 28 anos após um acidente de carro em Zamora, no noroeste da Espanha. O irmão dele, André Silva, também atacante e jogador do Penafiel, tinha 25 anos e morreu no mesmo acidente. Segundo relatos, o carro pegou fogo após a colisão em um trecho isolado; a notícia ocorreu 11 dias depois do casamento de Jota com Rute Cardoso, e chocou o futebol europeu e a seleção portuguesa.
Jota começou a carreira no Paços de Ferreira, onde atuou em 47 partidas e marcou 18 gols, antes de passar por Atlético de Madrid (contrato inicial) e empréstimos ao Porto e ao Wolverhampton, até se firmar no Liverpool, clube pelo qual jogou por cinco temporadas e conquistou a Premier League. Pela seleção de Portugal, o atacante teve convocações regulares e participou de grandes torneios, consolidando-se como peça ofensiva nos últimos anos.



