
Os Estados Unidos informaram que não vão impedir a participação do Irã na Copa do Mundo de 2026, mas avisaram que pessoas com ligações à Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) poderão ser barradas na entrada. A competição terá sedes nos Estados Unidos, México e Canadá e começa em 11 de junho. A posição americana busca separar os atletas da agenda política, segundo autoridades. Para o torcedor brasileiro, a notícia abre espaço para acompanhar jogos em praças como Maracanã e Nilton Santos, onde a torcida carioca costuma se reunir.
Declarações oficiais
O secretário de Estado, Marco Rubio, declarou nesta quinta-feira, 23 de abril de 2026, que Washington não impôs restrições aos jogadores iranianos e que “nada por parte dos EUA disse que eles não podem vir”. O presidente Donald Trump também afirmou que o governo “não quer prejudicar os atletas” e destacou a diferença entre competidores e acompanhantes. As falas foram feitas em meio a consultas diplomáticas sobre quem terá permissão para entrar nos países-sede. Autoridades americanas reforçaram que decisões sobre vistos e acessos serão tomadas caso a caso.
Quem pode ser barrado
Segundo Rubio, a preocupação principal está fora de campo: há receio de que membros da IRGC tentem entrar no país se passando por jornalistas ou integrantes de comissões técnicas. O governo americano classifica a Guarda Revolucionária como organização terrorista estrangeira e diz que isso justifica restrições específicas. A intenção é permitir que os atletas entrem e compitam, enquanto se evita o acesso de indivíduos ligados a redes que representam risco. As checagens consulares devem intensificar a fiscalização nas fronteiras e nos pontos de chegada.
Contexto e impacto
Não há indicação de que o Irã será excluído ou que a seleção vá desistir do torneio; a presença dos iranianos nos gramados permanece provável. A tensão diplomática ocorre em meio a um conflito recente envolvendo EUA, Israel e Irã, que deixou um grande número de vítimas e deslocados, e um cessar-fogo frágil está em vigor há pouco mais de duas semanas. A segurança nos jogos em solo norte-americano será um ponto central nas próximas semanas, com autoridades dos três países-sede coordenando procedimentos. Para as federações e a FIFA, o desafio é equilibrar garantias de segurança com o direito esportivo dos atletas.
Repercussão no Brasil e na torcida carioca
No Rio, o anúncio já movimenta torcidas e organizadores de encontros em estádios como o Maracanã, São Januário e o Estádio Nilton Santos, locais onde os torcedores costumam se reunir para ver a Seleção e as Copas. Torcedores do Mengão, do Gigante da Colina, do Tricolor das Laranjeiras e do Glorioso devem acompanhar com atenção possíveis listas de barrados e exigências de visto. Em termos práticos, quem for viajar precisa checar requisitos consulares e alertas de segurança dos países-sede. Clubes cariocas e organizadores de torcida podem promover exibições públicas, mas terão de observar eventuais orientações oficiais sobre segurança e logística.



