
Processo em Miami e as partes envolvidas
Lionel Messi (atacante, Inter Miami), 38 anos, enfrenta uma ação movida pela promotora VID Music Group no Tribunal do Circuito de Miami-Dade, com documentos apresentados em 31 de março de 2026. A queixa acusa Messi, a Associação do Futebol Argentino (AFA) e o executivo Julian Marcos Kapelan de fraude e quebra de contrato relacionados a amistosos da seleção argentina disputados em outubro de 2025. A promotora alega que o nome e a presença de Messi eram elementos centrais do valor comercial dos jogos e que sua ausência afetou receitas de bilheteria, transmissão e patrocínio. A cena é jurídica agora: um conflito entre promotores, entidade e craque que movimentou público e mídia no sul da Flórida.
O acordo e as exigências contratuais
Segundo a ação, a VID assinou um acordo com a AFA que lhe dava direitos exclusivos para organizar e promover os amistosos argentinos de outubro de 2025, incluindo partidas contra Venezuela e Porto Rico, em troca de fatia de receitas. A promotora afirma que o contrato exigia que Messi atuasse pelo menos 30 minutos em cada partida, salvo em caso de lesão, e diz que essa cláusula era o principal motor econômico dos eventos. A VID sustenta que a participação do camisa 10 era um fator decisivo para venda de ingressos e negociações comerciais, colocando a presença do astro como condição material do negócio. No processo constam pedidos de reparação por perdas e danos decorrentes da ausência do jogador nas condições previstas.
As partidas citadas e os episódios em campo
O documento lembra que Messi não entrou em campo na vitória da Argentina por 1 a 0 sobre a Venezuela, em 10 de outubro de 2025, e que esteve em um camarote no sul da Flórida durante a partida. A ação aponta ainda que, em outra oportunidade próxima, Messi atuou e marcou gols em uma partida subsequente, e que na partida contra Porto Rico, em 14 de outubro de 2025, o atacante registrou duas assistências na vitória por 6 a 0. Essa partida contra Porto Rico havia sido organizada e promovida pela VID e foi transferida de Chicago para o Chase Stadium, em Fort Lauderdale, então casa do Inter Miami. Esses fatos compõem a narrativa da promotora sobre o impacto comercial e o cumprimento, ou não, das obrigações contratuais.
Acusações à AFA e ao executivo envolvido
Além de apontar Messi como parte da suposta conspiracão, a ação acusa a AFA de negligência na declaração de informações e de quebra de contrato por disposições ligadas às partidas de outubro de 2025. A promotora também cita duas partidas propostas para ocorrer nos Estados Unidos em junho de 2026 como parte das alegadas violações contratuais. Julian Marcos Kapelan, citado no processo, é acusado de fraude por seu papel nas negociações e comunicações com a VID e a AFA. Agora cabe ao tribunal de Miami-Dade analisar as provas e definir responsabilidades, enquanto o caso segue tramitando no cenário internacional, com repercussão para promotores e para a imagem da Seleção Argentina.



