FIFA proíbe tailgating no Gillette Stadium e torcedores americanos protestam

Fifa proíbe tradição esportiva dos EUA na Copa e gera revolta de torcedores | CNN Brasil
Imagem: Divulgação / Reprodução

A tradição norte-americana do tailgating — os churrascos e festivais nos estacionamentos antes dos jogos — foi proibida no Gillette Stadium, em Foxborough, durante a Copa do Mundo de 2026 por determinação da FIFA. A medida atinge um costume enraizado entre torcedores locais que se reúnem antes das partidas para confraternizar e preparar festanças ao ar livre. Nas redes, muitos fãs criticaram a decisão e questionaram a lógica de sediar o Mundial nos EUA se práticas tradicionais serão vetadas. Um dos comentários mais replicados na plataforma X perguntou: “Por que realizar a Copa do Mundo nos Estados Unidos se vocês não vão nos permitir fazer churrasco no estacionamento antes dos jogos?”.

Reações e mudanças no entorno

A organização do torneio justificou a proibição pela necessidade de ampliar o perímetro de segurança ao redor da arena, o que também levará à redução de vagas de estacionamento no local. Por isso, os organizadores têm incentivado o uso de transporte público e rotas alternativas para chegar aos jogos, segundo comunicados oficiais. A diminuição das vagas e o aumento da fiscalização geraram críticas entre torcedores e comerciantes locais que dependem do movimento pré-jogo. Autoridades afirmam que as alterações visam a segurança coletiva durante um evento de grande escala, mas o descontentamento já é visível nas redes sociais e em fóruns de torcedores.

Sobre o Gillette Stadium

O Gillette Stadium, localizado em Foxborough, a cerca de 46 quilômetros de Boston, sediará sete jogos da Copa do Mundo de 2026, incluindo Haiti x Escócia e Escócia x Marrocos, confrontos apontados como válidos pelo grupo do Brasil. A arena foi inaugurada em 2002 e tem capacidade para aproximadamente 65 mil pessoas, sendo um dos palcos escolhidos para a fase de grupos e também para partidas eliminatórias. O complexo passou por obras a partir de 2023 avaliadas em US$ 250 milhões (cerca de R$ 1,3 bilhão), com melhorias na infraestrutura e na experiência para o público. Entre as atrações do estádio estão a estátua de Tom Brady, ex-quarterback do New England Patriots, e a chamada “Lighthouse”, uma estrutura que se eleva 22 andares acima do campo e dispõe de um mirante com vista para o complexo.

O que isso diz ao futebol brasileiro

Para quem veio do Rio, a proibição do tailgating chama atenção porque lembra as diferenças de cultura e logística entre grandes eventos nos dois países. No Maracanã, em São Januário e no Nilton Santos, as torcidas do Mengão, do Gigante da Colina, do Tricolor das Laranjeiras e do Glorioso têm tradições próprias antes dos clássicos, e regulamentos variam conforme o jogo — seja Cariocão, Brasileirão, Copa do Brasil ou Libertadores. Medidas de segurança e restrições de acesso são comuns em grandes competições, mas a atitude de vetar por completo uma prática tradicional como o churrasco no estacionamento tende a repercutir, sobretudo em cidades onde o torcedor vive o pré e o pós-jogo como parte da festa. A experiência americana mostra que, em eventos de âmbito mundial, a prioridade costuma recair sobre logística e segurança, mesmo que isso signifique alterar costumes locais.

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