Platense na Libertadores: o time argentino que recebe o Corinthians

O que esperar do Platense, adversário do Corinthians na Libertadores | CNN Brasil
Imagem: Divulgação / Reprodução

O Platense, clube de Vicente López na Grande Buenos Aires, é o adversário do Corinthians na estreia do time paulista na Copa Libertadores. A partida acontece nesta quinta-feira (9), às 21h (horário de Brasília), no Estádio Ciudad de Vicente López, palco da grande estreia internacional do clube. Fundado em 1905, o Calamar chega à principal competição continental após conquistar o Apertura do Campeonato Argentino de 2025. Para todo apaixonado pelo futebol, é um encontro de histórias: um argentino em ascensão contra o hábito de clássico do futebol brasileiro.

O título do Apertura catapultou o Platense ao maior torneio das Américas pela primeira vez na sua história e selou uma campanha que teve vitórias sobre gigantes locais. Na temporada de 2025 o time eliminou adversários tradicionais como Racing, River Plate, San Lorenzo e Huracán em jogos que mostraram a força colectiva do elenco. Desde então o clube vive um período de mudanças profundas, do banco ao vestiário, com reflexo direto no rendimento. A torcida espera ver a solidez defensiva que apareceu no título traduzida na Libertadores.

Novo momento e troca de comando

Depois do trabalho da dupla de treinadores Favio Orsi e Sergio Gómez, que conduziu o clube ao título, a comissão técnica mudou: a dupla deixou o clube em junho e Kily González passou pelo comando até outubro. Atualmente Walter Zunino, que era auxiliar, é o técnico do Platense e assumiu a missão de manter a competitividade na elite. Essas mudanças naturalmente mexeram no desenho tático e na cara do time, com Zunino buscando equilíbrio entre defesa e transições rápidas. A adaptação do elenco às novas ideias será testada de cara contra o Corinthians na Libertadores.

Reforma no elenco

O elenco titular que levantou o Apertura sofreu perdas relevantes e alguns desses jogadores saíram do clube, sem que todas as cifras tenham sido divulgadas oficialmente. Entre os que deixaram a equipe estão Juan Cozzani (goleiro, ex-Platense), Óscar Salomón (zagueiro, ex-Platense), Leonel Picco (volante, ex-Platense), Rodrigo Herrera (volante, ex-Platense), Vicente Taborda (meia, ex-Platense) e Ronaldo Martínez (atacante, ex-Platense). Jogadores de rotação também partiram, como Santiago Soloa (atacante, ex-Platense), Franco Baldassara (meia, ex-Platense), Edgar Elizalde (zagueiro, ex-Platense), Nicolás Orsini (atacante, ex-Platense) e Ignacio Schor (ponta, ex-Platense).

Para suprir as saídas, a diretoria trouxe nomes que misturam experiência e velocidade pelas pontas, e o time reforçou posições-chave no elenco. Entre as contratações estão Gonzalo Lencina (atacante, Platense), Víctor Cuesta (zagueiro, Platense), Nicolás Retamar (ponta, Platense), Pablo Ferreira (volante, Platense), Martín Barrios (volante, Platense), Matías Borgogno (goleiro, Platense), Santiago Dalmasso (meia, Platense), Bautista Merlini (meia, Platense), Eugenio Raggio (zagueiro, Platense) e Tomás Nasif (atacante, Platense). As transações tiveram caráter de recomposição e, na maioria dos casos, não houve divulgação pública de valores por parte dos clubes envolvidos.

Números e estilo de jogo

O Platense atual apresenta um perfil mais vertical: busca bolas longas e explora a velocidade nas laterais para acelerar as transições. Os números confirmam esse desenho: a equipe tem média de posse de bola de 48,4% no Apertura, segundo dados do Sofascore, o que a coloca numa faixa intermediária entre as 30 equipes. Em termos de criação, o time não chega a dominar as estatísticas ofensivas; são 10,4 finalizações por jogo em média, a sexta menor do torneio. Por outro lado, defensivamente o time é sólido: são apenas sete gols sofridos até aqui, sendo a segunda melhor defesa do campeonato, e média de 17,2 desarmes por partida que revela uma marcação agressiva para recuperar a bola.

Como chega o Platense

O momento recente do clube não é dos melhores em termos de resultados: o Platense não vence há seis partidas no Apertura, com quatro empates e duas derrotas, e ocupa a 10ª posição do Grupo A, fora da zona de classificação para o mata-mata. A principal dúvida para o duelo com o Corinthians é o capitão Ignacio Vázquez (zagueiro, Platense), que recentemente sofreu uma lesão de grau 2 no bíceps femoral direito e pode desfalcar a equipe. Caso o capitão não possa jogar, o treinador tende a escalar Eugenio Raggio (zagueiro, Platense) ao lado de Víctor Cuesta (zagueiro, Platense) no miolo da defesa. Além disso, nomes como Gonzalo Goñi (zagueiro, Platense), Franco Minerva (meia, Platense), Marcos Portillo (volante, Platense), Santiago Quirós (atacante, Platense), Agustín Ocampo (meia, Platense) e Héctor Bobadilla (goleiro, Platense) seguem como desfalques por lesão ou opção técnica.

Provável escalação

A formação prevista para encarar o Corinthians tem base no sistema que privilegia velocidade nas pontas e compactação defensiva. A provável equipe é: Matías Borgogno (goleiro, Platense); Juan Saborido (lateral, Platense), Eugenio Raggio (zagueiro, Platense), Víctor Cuesta (zagueiro, Platense) e Tomás Silva (lateral, Platense); Amarfil (volante, Platense), Iván Gómez (meia, Platense) — com Martín Barrios (volante, Platense) como opção de banco — e Franco Zapiola (meia, Platense); Nicolás Retamar (ponta, Platense), Juan Gauto (atacante/meia, Platense) e Gonzalo Lencina (atacante, Platense). Essa leitura tática aponta para um time que aposta no equilíbrio defensivo e na eficiência nas chances que conseguir criar.

O que esperar na estreia

Contra o Corinthians, o Platense buscará impor ritmo nas transições e explorar a velocidade nas laterais para surpreender, enquanto dependerá da solidez defensiva para suportar a pressão. Para o elenco argentino, a estreia na Libertadores é ao mesmo tempo um teste e uma vitrinesobre o que a equipe pode apresentar no cenário continental. Do lado corintiano, a atenção terá de ser com as saídas rápidas e com a bola longa que alimenta os atacantes do Calamar. No fim das contas, será um duelo de estilos: a força coletiva argentina contra a tradição e o poder de fogo do futebol brasileiro.

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