
O Mirassol conquistou uma vitória histórica na Copa Libertadores ao superar o Lanús por 1 a 0 nesta quarta-feira, 8 de abril de 2026, no Estádio José Maria de Campos Maia. Foi a primeira vitória do clube paulista na história da competição continental, em partida válida pela primeira rodada do Grupo G. O triunfo veio diante do atual campeão da Copa Sul-Americana, num jogo de emoções contidas e decisão no segundo tempo. A torcida do Mirassol viu o time segurar o resultado até o apito final e celebrar um começo promissor na competição.
Como foi o jogo
O primeiro tempo teve poucas chances claras e as equipes alternaram a iniciativa sem criar grande perigo constante. A melhor oportunidade do Mirassol surgiu aos 18 minutos, quando André Luis (atacante, Mirassol) roubou a bola na área e finalizou em cima do goleiro Nahuel Losada (goleiro, Lanús). O Lanús respondeu aos 32 minutos com um cruzamento que encontrou José Canale (zagueiro, Lanús), mas a cabeçada saiu fraca e facilitou a defesa do goleiro Walter (goleiro, Mirassol). No geral, o primeiro tempo terminou morno, com ambas as defesas tendo espaço para trabalhar e poucos erros individuais.
No segundo tempo o Mirassol cresceu e passou a pressionar mais pela esquerda, forçando o Lanús a recuar linhas. Aos 4 minutos, Neto Moura (atacante, Mirassol) chegou a marcar de cabeça após cobrança de escanteio, mas o gol foi anulado por uma saída de bola na origem do lance. A vantagem do time paulista só veio um pouco depois, em jogada trabalhada e cruzamento na medida vindo da zona de escanteio. O Lanús sentiu a mudança de ritmo e teve dificuldades para encontrar os atacantes dentro da área adversária.
Veja o gol de João Victor
Aos 16 minutos do segundo tempo, João Victor (atacante, Mirassol) aproveitou um cruzamento preciso de Reinaldo (lateral, Mirassol) em cobrança de escanteio pela esquerda e desviou de cabeça para abrir o placar. O lance saiu após insistência nas bolas aéreas e pressão nos minutos iniciais da etapa final, mostrando leitura tática do treinador do Mirassol. O gol premiou a entrega dos jogadores e a eficácia nas jogadas de bola parada, recurso explorado ao longo da partida. A comemoração foi contida, mas cheia de significado para o clube e sua torcida.
Após sofrer o gol, o Lanús tentou buscar o empate com mais posse de bola e algumas investidas pelo lado direito. A equipe argentina esbarrou na compactação defensiva do Mirassol e em decisões precipitadas na hora do último passe. A situação se complicou ainda mais aos 44 minutos do segundo tempo, quando Tomás Guidara (lateral-direito, Lanús) acertou a sola da chuteira no peito de Negueba (atacante, Mirassol) e recebeu cartão vermelho direto. Com um a menos, o Lanús teve ainda menos alternativas para alterar o placar antes do encerramento.
Números da partida
Os dados do confronto mostram equilíbrio, com o Lanús tendo ligeira vantagem na posse de bola: 56% contra 44% do Mirassol. Em finalizações o Mirassol foi mais agressivo, 12 chutes sendo 3 no alvo, enquanto o Lanús teve 8 arremates e também 3 no alvo. O jogo teve muitos cruzamentos: 19 do Mirassol (2 certos) e 30 do Lanús (8 certos), o que explica a disputa aérea e as chances originadas em bolas paradas. Com a vitória, o Mirassol soma três pontos e divide a liderança do Grupo G com o LDU Quito, que também venceu na estreia.
Para o Lanús, a derrota é um começo ruim na Libertadores, especialmente após títulos recentes na Copa Sul-Americana e na Recopa Sul-Americana, que colocaram o clube como um dos candidatos ao equilíbrio continental. O revés obriga a equipe argentina a reagir nas próximas rodadas do Grupo G para recuperar a margem de erro. O Mirassol, por sua vez, ganha confiança para a sequência e passa a sonhar com campanhas maiores na principal competição de clubes da América do Sul.



