Lesão tira ponta que selou vaga da Suécia; cirurgia e longo tratamento

Menos de uma semana depois de ser o herói no gol que carimbou a vaga da seleção sueca, Gustav Lundgren, ponta de 30 anos do GAIS, sofreu ruptura do tendão de Aquiles nesta segunda-feira (6). O jogador passou por avaliação médica que indicou necessidade de cirurgia e uma reabilitação prolongada, o que o afasta da Copa do Mundo. Lundgren deixou o estádio de muletas e admitiu choque ao falar com a imprensa. A notícia pegou de surpresa torcedores e colegas; o ponta terá a temporada praticamente encerrada.
A arrancada que virou história e o choque do jogador
A arrancada pela direita de Lundgren, que resultou no gol decisivo aos 43 minutos do segundo tempo, foi o lance que levou a Suécia à Copa do Mundo. Menos de sete dias depois daquele momento eufórico, o mesmo jogador vê o sonho escapar por conta da lesão. “Estou um pouco em choque. Ainda não entendi o que aconteceu ou o que isso significa”, disse ele aos repórteres ao deixar o estádio, visivelmente abatido. A confirmação da ruptura do tendão de Aquiles foi acompanhada da previsão de ausência de longo prazo.
Trajetória tardia e impacto na seleção
Lundgren é um talento que floresceu mais tarde: o ponta de 30 anos do GAIS jogava na terceira divisão do futebol sueco até 2022 e acabou convocado para a seleção sueca três anos depois. A rápida ascensão da terceira divisão ao time nacional virou exemplo de superação, e sua ausência agora deixa um vazio na ala direita do setor ofensivo sueco. Após sofrer a lesão em Gotemburgo, durante a derrota por 1 a 0 do seu clube para o Djurgarden, ele comentou que precisará de alguns dias para digerir o ocorrido. O afastamento muda planos táticos e opções do treinador para o torneio.
Próximos passos: cirurgia, reabilitação e calendário
O planejamento do tratamento passa por cirurgia e por um cronograma de reabilitação que costuma levar meses. A expectativa médica é de que o jogador fique fora por um período prolongado, com a temporada do clube comprometida. Para a seleção, resta ativar alternativas na lista e ajustar a preparação para a competição maior. Aqui no Rio a gente sente essa mistura de tristeza e solidariedade quando um jogador perde a chance de disputar uma Copa por lesão; é um baque humano além do desfalque técnico.



