
Cristian Chivu, técnico da Inter de Milão, saiu em defesa de Alessandro Bastoni, zagueiro da Inter de Milão, após a expulsão que acabou contribuindo para a eliminação da Itália na repescagem da Copa do Mundo. A situação virou alvo de críticas desde o duelo contra a Juventus, quando a imprensa cobrou interpretações mais duras sobre a conduta do defensor. Chivu destacou a coragem do jogador e pediu calma diante da campanha midiática que vem sendo construída em cima do atleta. O tom do treinador foi claro: responsabilidade e entrega valem mais do que manchetes fáceis.
Bastoni foi expulso por uma falta imprudente como último homem, o que deixou a seleção italiana com 10 jogadores ainda no primeiro tempo, e a equipe acabou eliminada nos pênaltis. O episódio reacendeu discussões sobre disciplina e interpretação de lances, com torcedores rivais e parte da imprensa reforçando a crítica ao zagueiro. Antes da convocação, Bastoni vinha de um problema físico e chegou a perder o último jogo da Inter por lesão, mas se apresentou à seleção mesmo assim. Chivu ressaltou justamente esse gesto de disponibilidade, lembrando o preço físico que o jogador pagou para representar o país.
Elogios, e não culpa
O comandante interista destacou que, no futebol, o que importa é o respeito dos companheiros e a postura dentro do vestiário, mais do que o ruído externo. “Ele mostrou a cara”, disse Chivu sobre Bastoni, lembrando que assumir responsabilidades em momento difícil conta pontos dentro do grupo. Entre os convocados e relacionados, houve participação de cinco jogadores da Inter de Milão no episódio decisivo, e isso trouxe foco extra sobre o clube dentro da cobertura internacional. A leitura de Chivu foi pragmática: erros em pênaltis acontecem, o que importa é a coragem de se apresentar.
No lance das penalidades, o jovem Pio Esposito, atacante de 20 anos da seleção italiana, acabou errando a primeira cobrança, cenário que pesou na eliminação. Chivu contou que perguntou ao jogador se ele havia pedido para bater o pênalti, e ficou satisfeito com a resposta afirmativa, valorizando a iniciativa do atleta mesmo diante do resultado. O treinador destacou que, a essa idade, assumir a responsabilidade é sinal de maturidade e confiança no grupo. Pênaltis são instáveis; a leitura do técnico foi focada em caráter e não apenas no erro.
Além da defesa ao jogador, Chivu também criticou o tratamento desigual que, segundo ele, a Inter de Milão recebe na mídia quando há controvérsias. Ele afirmou que existem dois pesos e duas medidas, citando que episódios parecidos com outros clubes não geraram a mesma repercussão negativa. O técnico aproveitou para redirecionar a pergunta aos repórteres, pedindo reflexão sobre por que certos clubes viram alvo preferencial. A reação do treinador deixou claro o incômodo com o que considera uma tempestade midiática desproporcional.
Do ponto de vista do clube, a Inter de Milão segue liderando a tabela da Serie A, seis pontos à frente do AC Milan, que enfrenta o Napoli fora de casa na segunda-feira (6). Chivu falou antes do jogo de domingo (5) em casa, ressaltando a necessidade de virar a página rapidamente e manter o foco no campeonato. Para a torcida, a combinação de liderança na liga com a defesa pública do técnico ao jogador reforça a ideia de proteção ao grupo. No balanço final, o treinador pediu paciência e foco no trabalho, lembrando que temporadas longas exigem resiliência.



