
Vasco foi punido pelo STJD após confusão com a arbitragem: diretores Admar Lopes, o técnico Felipe Loureiro e dois membros da comissão técnica receberam suspensão de 15 dias por desrespeito ao árbitro Matheus Candançan.
A decisão cita o artigo 258, parágrafo segundo, inciso II, por ataques e xingamentos e uma tentativa de agressão com um soco durante o episódio que envolveu representantes do clube e a equipe de arbitragem.
Punições aplicadas
O entendimento do conselho disciplinar resultou nas seguintes medidas disciplinares:
- Suspensão de 15 dias para Admar Lopes (diretor) e Felipe Loureiro (técnico) do Vasco;
- Suspensão de 15 dias para dois integrantes da comissão técnica do clube;
- Base legal: artigo 258, §2º, inciso II (desrespeitar membros da arbitragem).
O que motivou a sanção
O processo apurou registros de insultos e uma tentativa de agressão física dirigida ao árbitro Matheus Candançan, conduta que o STJD enquadrou como grave e passível de penalidade imediata. A postura dos dirigentes e da comissão, segundo a súmula e o relatório disciplinar, foi determinante para a pena.
Não houve divulgação de multa na íntegra pela corte disciplinar até o momento da decisão publicada, que foca nas suspensões por desrespeito direto à equipe de arbitragem.
Contexto e possíveis desdobramentos
O episódio alimenta um debate já conhecido no futebol carioca sobre limites no trato com a arbitragem. Para o Vasco, a suspensão corta a presença de vozes importantes do clube em dias de jogo e em audiências internas, afetando a rotina da comissão técnica em curto prazo.
Historicamente, punições por desrespeito à arbitragem variam de suspensão a multas; a sanção de 15 dias é uma resposta firme do STJD que tende a ser usada como exemplo para coibir confrontos físicos e verbais nas laterais e nos corredores dos estádios.
Próximos passos
O clube pode apresentar defesa no prazo previsto pelo regimento do STJD. Enquanto isso, a diretoria administrativa do Vasco deve reorganizar a logística de atuação em jogos e eventos oficiais até o cumprimento das suspensões.
No calor das arquibancadas e com a pressão do calendário, episódios como esse lembram que a retomada do diálogo entre clubes, arbitragem e Justiça Desportiva é essencial para a convivência no futebol — e que atitudes passíveis de agressão física simplesmente não cabem dentro do espetáculo que o torcedor quer ver.



