
Copa do Mundo foi o tema central do encontro entre Gianni Infantino, presidente da Fifa, e o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump na sexta-feira (17), na Trump Tower, em Nova York.
O papo, segundo relatos, teve elogios, risos e uma provocação: a ideia de realizar uma edição conjunta entre Estados Unidos e China. A fala de Infantino e as observações de Trump ganharam repercussão imediata.
“A Copa do Mundo quebrou praticamente todos os recordes imagináveis”, disse Infantino, defendendo que o torneio pode crescer ainda mais. Trump, por sua vez, brincou que a próxima edição poderia ser nos EUA e na China, tirando sarro da logística e dizendo que os atletas “iam adorar” — no espírito do exagero que costuma marcar suas falas.
O encontro em Nova York e a presença no estádio
O encontro ocorreu na Trump Tower, em Manhattan. Trump afirmou que está em Nova York para a final e confirmou presença no MetLife Stadium no domingo (19).
Houve menção também à expansão do torneio. Infantino afirmou que a Fifa deve avaliar a possibilidade de aumentar o Mundial de 48 para 64 seleções antes da edição de 2030, tema que seguirá para análise nos comitês da entidade.
Repercussão e logística
A proposta de espalhar jogos entre EUA e China levanta questões práticas imediatas: voos intercontinentais entre os dois países costumam durar entre 12 e 16 horas, dependendo das rotas e cidades envolvidas, o que complica a rotina de seleções e torcedores.
É importante lembrar o caminho recente do torneio: a Copa de 2026 já está confirmada para 48 seleções e será sediada por Estados Unidos, México e Canadá. A discussão sobre 64 seleções, portanto, entra em continuação direta desse processo de expansão da Fifa.
Para quem acompanha futebol no Rio, a fala reverbera diferente: enquanto um clássico no Maracanã ou um duelo no Nilton Santos exige deslocamentos regionais e logística relativamente mais simples, pensar em partidas entre continentes é outra escala — com impacto em calendário, preparação física e custos.
O teor das declarações
Do lado de fora do discurso formal, o tom foi descontraído. Trump disse que, na próxima vez, seria “fácil” unir China e EUA, comparando o evento a muitos Super Bowls acontecendo ao mesmo tempo — imagem destemida e comedida ao mesmo tempo.
Infantino, por seu turno, repetiu o argumento da inclusão: mais seleções significam mais países com acesso ao maior torneio do futebol. A proposta segue para debates técnicos na Fifa; decisões exigirão análises sobre calendário, formatos e impacto esportivo.
O encontro em Nova York deixa claro que a ambição de ampliar o torneio segue em pauta, mas também que as conversas podem ganhar tom político e midiático — ingrediente que, no futebol, muda a narrativa com a mesma velocidade de um contra-ataque.



