
Neymar foi elogiado por Rio Ferdinand (ex-zagueiro do Manchester United) nesta sexta (17 de julho de 2026) durante entrevista: o inglês disse que o atacante do Al-Hilal fazia coisas que nem Lionel Messi (atacante do Inter Miami) e Ronaldinho Gaúcho (meia-atacante aposentado) conseguiam.
Ferdinand abriu a conversa defendendo que o craque brasileiro não tem recebido o respeito devido. A declaração veio ao lembrar a singularidade do drible e da improvisação de Neymar (atacante do Al-Hilal) em relação a outros grandes nomes.
A cobrança e a solidão do astro
O ex-zagueiro afirmou que, historicamente, outros jogadores brasileiros — como Romário (atacante aposentado), Ronaldo Fenômeno (atacante aposentado), Rivaldo (meia-atacante aposentado) e Bebeto (atacante aposentado) — tinham uma rede de apoio que diluía a pressão quando davam um dia de folga. Segundo Ferdinand, Neymar não teve esse mesmo resguardo.
“Quando o Neymar quer festejar por um dia, quem estava lá para substituí-lo? Quem? Não há ninguém lá”, disse Ferdinand, apontando para uma cobrança desproporcional sobre o camisa 10. A fala coloca em foco a construção de imagem e a exposição midiática do jogador.
A decisão de deixar o Barcelona
Ferdinand também questionou a saída de Neymar do FC Barcelona (clube): ele afirmou que gostaria de perguntar ao jogador se a mudança para o Paris Saint-Germain (clube) foi a melhor escolha para sua carreira. Neymar saiu do Barcelona em 2017 rumo ao Paris Saint-Germain e, depois, seguiu para o Al-Hilal.
O ex-jogador lembrou a versão de Neymar que brilhou ao lado de Messi (atacante do Inter Miami) e Luis Suárez (atacante do Grêmio) no ataque do Barcelona, ressaltando a velocidade, o drible e a capacidade de decidir um jogo. Essa formação — o famoso trio ofensivo — levou o clube ao título da UEFA Champions League em 2015, quando Neymar atuou como peça-chave no ataque.
O que diz a comparação com ídolos
Além de Messi e Ronaldinho, Ferdinand citou Andrés Iniesta (meio-campista aposentado) como fonte que reconheceu a singularidade de Neymar. A ideia central: talento não falta ao brasileiro, e suas jogadas são, às vezes, fora do repertório dos demais grandes nomes.
Na fala, apareceram ainda referências a Adriano (atacante aposentado) e Kaká (meia aposentado), nomes que ilustram diferentes gerações do futebol brasileiro e ajudam a contextualizar por que o comportamento e a imagem pública de um craque repercutem de maneira tão forte.
Análise: legado e expectativas
Do ponto de vista histórico, o caso de Neymar traz à tona duas questões claras: o peso da comparação com gabaritos da mesma geração e a diferença entre brilho técnico e gestão de carreira. Neymar foi e continua sendo peça central na seleção brasileira; sua capacidade de decidir jogos é indiscutível, mas escolhas de clubes e a exposição pública impactaram a percepção sobre sua trajetória.
Para o torcedor carioca que acompanha futebol entre um trem e outro, a leitura é simples: talento de botequim e salão, mas carreira que poderia ter tomado rumos distintos se critérios esportivos e ambiente tivessem combinado melhor. Ainda assim, é impossível ignorar os lampejos que fizeram torcer em estádios como o Maracanã — e também na Europa — nas melhores noites do Menino da Vila.
Ferdinand disse que pretende, um dia, entrevistar Neymar diretamente para ouvir do próprio jogador suas escolhas. Enquanto isso, o debate sobre legado, comparação e justiça na cobrança segue aceso entre fãs e analistas.



