
Jude Bellingham (meia, Real Madrid) pode assumir o protagonismo da Inglaterra na semifinal da Copa do Mundo contra a Argentina, quarta-feira (15), às 16h (de Brasília). O camisa 10 inglês aparece como peça-chave numa seleção que busca reencontrar uma final e, quem sabe, o título 60 anos depois de 1966.
O que já aconteceu até aqui
O torneio tem sido dominado por grandes nomes, como Kylian Mbappé (atacante, Paris Saint-Germain) e Lionel Messi (atacante, Inter Miami), mas foi Jude quem ganhou consistência ao longo da competição.
Depois de marcar no jogo de estreia, na vitória por 4 a 2 sobre a Croácia, Bellingham teve atuação abaixo da média no empate com Gana, mas voltou a aparecer com gol e assistência na vitória sobre o Panamá que fechou a fase de grupos.
A partir das fases eliminatórias, o meia se firmou: contra o México, Bellingham balançou as redes duas vezes na vitória por 3 a 2 no Estádio Azteca; mais adiante, decidiu diante da Noruega com dois gols no triunfo por 2 a 1, no Hard Rock Stadium, em Miami.
Bellingham em números
- Gols nesta edição: 6
- Total pela seleção em Copas: 7
- Posição na artilharia do torneio: entre os principais nomes que brigam pelo posto de goleador
Com o desempenho neste Mundial, Bellingham já figura entre os maiores goleadores ingleses em Copas: soma sete gols e aparece atrás de Harry Kane (atacante, Bayern de Munique), com 14, e Gary Lineker (ex-atacante), com 10.
Contexto histórico e impacto
Se a Inglaterra for à final, será um retorno ao jogo decisivo que não acontece desde 1966 — há exatos 60 anos do título conquistado em casa. A referência a Geoff Hurst (ex-atacante), autor de um hat-trick na final de 1966, paira quando se fala em protagonistas ingleses em decisões.
Na leitura do torneio, o que diferencia Bellingham é a versatilidade: chega à área com frequência, arma o jogo e tem presença física que quebra linhas adversárias. É por isso que a seleção inglesa aposta nele como motor ofensivo nas partidas de mata-mata.
O que esperar na semifinal
O confronto com a Argentina sobe a temperatura: é duelo de estilos e de estrelas. A Inglaterra precisará combinar proteção ao setor defensivo com transições rápidas para explorar o espaço onde Bellingham costuma aparecer. Se ele estiver nos dias de decisão, o jogo pode pendular para o lado dos ingleses.
Para o torcedor que acompanha do sofá ou enfileira o caminho até o estádio, a pergunta agora é simples: Bellingham vai vestir a capa de herói e levar os Three Lions de volta à final?



