
As semifinais Copa do Mundo 2026 começam com Inglaterra e Argentina disputando a primeira vaga na final: o duelo está marcado para quarta‑feira (15), e traz em campo nomes que decidiram as quartas.
Na Inglaterra, Jude Bellingham (meio‑campista, Real Madrid) foi a referência do jogo das quartas, marcando dois gols e comandando a vitória sobre a Noruega. Do lado argentino, Julián Álvarez (atacante, Manchester City) brilhou na prorrogação com o gol que garantiu a vaga, em partida marcada também por uma intervenção polêmica do VAR.
Como chegaram às semifinais
A campanha dos ingleses chega carregada por dois protagonistas: Jude Bellingham (meio‑campista, Real Madrid) e Harry Kane (atacante, Bayern de Munique), que, juntos, têm sido decisivos — a dupla soma seis gols cada um no torneio até aqui. Mesmo com oscilações defensivas, a capacidade de decisão desses jogadores mantém a Inglaterra viva na briga pelo título.
Já a Argentina, atual campeã mundial, avançou dependendo de lampejos individuais e de experiência: Lionel Messi (atacante, Inter Miami) aparece quando o time precisa, mas foi Julián Álvarez (atacante, Manchester City) quem decidiu nas quartas. A Argentina ostenta o melhor ataque da competição, com 17 gols marcados.
França e Espanha: o outro lado da chave
A outra semifinal vai colocar França e Espanha frente a frente. A França, com Kylian Mbappé (atacante, Paris Saint‑Germain) em alta, chega como favorita para muitos analistas, enquanto a Espanha vive um torneio de consistência defensiva — sofreu apenas um gol até aqui.
O torneio marca também a despedida de Didier Deschamps do comando da seleção francesa, o que adiciona uma carga emocional ao jogo. Do lado espanhol, o jovem Lamine Yamal (extremo, Barcelona) ainda não explodiu como esperado, possivelmente afetado por problemas físicos antes da competição.
Análise e histórico
Inglaterra busca o primeiro título mundial desde 1966; o peso histórico faz do confronto um teste de maturidade para uma seleção que alterna brilho ofensivo e fragilidades defensivas. Já a Argentina, com larga experiência recente em decisões, aposta na combinação de veterania e velocidade ofensiva para sobreviver em mata‑mata.
Do ponto de vista tático, os ingleses dependem da capacidade de transição de Bellingham (meio‑campista, Real Madrid) e da precisão de Kane (atacante, Bayern de Munique) na área. A Argentina, por sua vez, mistura Lionel Messi (atacante, Inter Miami) quando necessário e a mobilidade de Álvarez (atacante, Manchester City) para quebrar defesas fechadas.
O que isso significa para o torcedor brasileiro
No Rio e pelo Brasil, as semifinais viram praça para debates: quem melhor administra a pressão em jogos de alta tensão? A resposta interessa; clubes brasileiros seguem exportando jogadores para as principais ligas europeias e observam nessas partidas tanto inspiração quanto parâmetro para formar atletas prontos ao jogo moderno.
Vai ser comum ver cariocas grudados no celular entre um compromisso e outro, torcendo pela beleza do jogo — sem lado declarado, apenas paixão pelo espetáculo. Afinal, semifinal de Copa do Mundo é daquelas noites que param a cidade.
O que esperar dos jogos
- Inglaterra x Argentina (15 de julho): jogo de craques, provável intensidade e duelo entre a capacidade física inglesa e a experiência argentina.
- França x Espanha: confronto técnico, com Mbappé (atacante, Paris Saint‑Germain) sendo o ponto de maior perigo e a Espanha confiando na organização defensiva.
Quem passar para a final do dia 19 assume automaticamente o posto de favorito — cenário natural em torneios curtos, onde o histórico recente e a confiança pesam tanto quanto o talento individual.



