
Dayot Upamecano, zagueiro da seleção francesa, cobrou punição à senadora paraguaia Céleste Amarilla após ataques racistas a Kylian Mbappé na Copa do Mundo 2026; o defensor disse que o elenco está unido e pediu consequências, em entrevista coletiva nesta terça (7).
O zagueiro reforçou que o capitão francês, o atacante e capitão da seleção francesa Kylian Mbappé, segue concentrado para o próximo duelo contra Marrocos, que definirá o semifinalista do torneio.
“Precisamos continuar lutando contra o racismo. Espero que essa pessoa enfrente as consequências.”
Upamecano destacou a união do vestiário: queixas públicas como essa mexem com o grupo, mas também solidificam o suporte mútuo entre atletas numa fase decisiva da competição.
Entenda o ocorrido
O episódio começou após a vitória da França sobre o Paraguai nas oitavas: a senadora paraguaia Céleste Amarilla publicou no X comentários dirigidos a Kylian Mbappé considerados racistas pelo jogador, pela Federação Francesa de Futebol (FFF) e por boa parte da comunidade esportiva.
Em uma resposta firme, o atacante e capitão da seleção francesa Kylian Mbappé repudiou as declarações, elogiou o povo paraguaio e afirmou que não permitirá a propagação do ódio.
“Senhora Celeste Amarilla, você é uma mulher desprezível e indigna de sua função”, escreveu Mbappé em publicação no X, em reação aos ataques contra sua origem e aparência.
https://x.com/KMbappe/status/2074188157763875267
Reação institucional e legal
A Federação Francesa de Futebol (FFF) informou que vai adotar medidas legais contra a parlamentar. Upamecano pediu que haja rigor: não se trata só de retórica, é uma resposta a uma ofensa que atinge a integridade humana e o respeito no esporte.
Do lado paraguaio, Amarilla respondeu com novas provocações e chegou a dizer que poderia processar Mbappé, citando ainda a prisão do ex-meia e ex-jogador Ronaldinho Gaúcho como argumento em seu discurso.
Análise: o impacto do episódio no torneio
Casos de racismo envolvendo atletas de alto nível reverberam além do gramado. Para a seleção francesa, além do aspecto humano, há um risco de dispersão de foco numa fase em que cada detalhe conta. Historicamente, quando vestiários se reúnem em torno de uma vítima, o grupo muitas vezes sai mais coeso — algo que Upamecano tentou ressaltar com sua fala.
Do ponto de vista institucional, a postura da FFF seguirá observada: ações legais e posicionamentos públicos têm sido caminhos adotados por federações quando há ataques desse tipo, e a velocidade dessas medidas influencia a percepção pública sobre tolerância zero ao racismo.
O episódio também reacende um debate mais amplo sobre proteção aos atletas e responsabilidades de figuras públicas ao usar plataformas de alcance internacional.
Enquanto isso, na ponta esportiva, Mbappé e a França voltam as atenções para o confronto contra Marrocos — decisão de copa, pressão alta e a bola que não perdoa vacilo.
Upamecano saiu da coletiva com tom firme, lembrando que o futebol pode e deve ser palco de luta contra qualquer forma de ódio. Na arquibancada do mundo, o grito por justiça segue ligado.



