
Gareth Bale, atacante aposentado que brilhou no Real Madrid e conquistou cinco edições da Liga dos Campeões, abriu o vestiário em declarações sobre Zidane e Carlo Ancelotti. Em entrevista, Bale afirmou que o trabalho diário com Zidane era simples e pouco tático, com foco em posse de bola, finalizações e exercícios práticos. Ele lembrou do trio “BBC”, que teve Cristiano Ronaldo (atacante, Al Nassr) e Karim Benzema (atacante, Al Ittihad) como companheiros de época, e do impacto que essas estrelas têm no ritmo do clube. A lembrança do galês reacende a discussão sobre o peso da gestão humana frente às planilhas e treinamentos.
O que Bale contou sobre Zidane e Ancelotti
Segundo Bale, Zidane priorizava o respeito e a autoridade construída como ex-jogador, realizando poucas sessões táticas mesmo antes de clássicos e decisões. Nos jogos grandes, o ex-atacante disse que havia apenas 15 minutos de ajustes defensivos e depois era confiar no trabalho diário do elenco. Em contrapartida, Bale enalteceu Ancelotti pela capacidade de gerir pessoas, sobretudo quem não era titular, fazendo com que reservas se sentissem parte ativa do grupo. Essa habilidade de manter o vestiário unido e motivado, diz Bale, foi determinante para o sucesso contínuo do Real Madrid.
Lição para os clubes do Rio
A diferença de estilos tem ecos diretos no futebol carioca e no desafio diário de Mengão, Gigante da Colina, Tricolor das Laranjeiras e Glorioso. Times como o Flamengo lidam com protagonistas como Gabriel Barbosa (atacante, Flamengo) enquanto o Fluminense aposta em Pedro (atacante, Fluminense), e precisam que o treinador saiba equilibrar ego, rodagem e escalação. No calendário apertado do Brasileirão e da Copa do Brasil, com partidas no Maracanã e deslocamentos para encarar rivais, a arte de gerir o elenco vira arma decisiva. Vasco, em São Januário, e Botafogo, no Estádio Nilton Santos, enfrentam o mesmo dilema: conciliar ambição em Cariocão e Libertadores com estabilidade interna.
Consequências nas competições
Na Libertadores e nas fases decisivas da Copa do Brasil, o planejamento tático importa, mas a resposta psicológica do grupo costuma definir confrontos equilibrados. Um treinador que saiba manter os jogadores motivados e prontos para entrar muda a leitura do jogo e pode transformar um banco em vantagem competitiva, especialmente em mata-matas. A mensagem de Bale reforça que clubes com elencos estrelados devem valorizar a gestão humana tanto quanto os detalhes de treino. Para os clubes do Rio, essa combinação é vital para suportar a pressão das torcidas e a sequência de clássicos no calendário.
Fecho
Para o torcedor carioca, as lembranças de Bale no Real Madrid funcionam como espelho: nem sempre o treino mais complexo vence, e sim o vestiário alinhado e a gestão das personalidades. Gestores e técnicos no Rio terão que ajustar treinos e cuidar do ambiente para disputar Brasileirão, Libertadores e Copa do Brasil com reais chances de título. No fundo, seja no Maracanã ou no Estádio Nilton Santos, o sucesso passa por um equilíbrio entre tática e convivência. Essa lição europeia pode muito bem se traduzir em taças para o futebol do Rio.



