
Seleção Brasileira pode voltar a vencer duas partidas seguidas de mata-mata em uma Copa do Mundo se derrotar a Noruega neste domingo (5), em Nova Jersey.
O jogo é pelas oitavas de final do torneio e surge como chance de repetir o feito que o torcedor guarda na memória desde 2014: avançar com duas vitórias seguidas em confrontos eliminatórios.
O cenário imediato
Com a extensão do Mundial para 48 seleções, o calendário ganhou uma fase adicional — os 16-avos de final (round of 32). A Seleção Brasileira já superou a primeira fase e passou pelos 16-avos; agora tenta embalar a segunda vitória seguida no mata-mata diante da Noruega nas oitavas.
Se confirmar o triunfo em Nova Jersey, o Brasil repetirá a sequência observada em 2014, quando venceu o Chile nos pênaltis nas oitavas e bateu a Colômbia por 2 a 1 nas quartas antes de ser eliminado pela Alemanha na semifinal.
Contexto histórico
O último Mundial em que a Seleção emplacou duas vitórias eliminatórias foi o de 2014, disputado em território brasileiro. Aquela campanha teve brilho e falhas: a classificação suada, o alívio das penalidades contra o Chile e a vitória sobre a Colômbia, seguida pela derrota histórica por 7 a 1 para a Alemanha.
Nas edições seguintes, o roteiro de avançar em primeiro lugar no grupo e cair nas quartas se repetiu: em 2018 o Brasil venceu o México nas oitavas e perdeu para a Bélgica nas quartas; em 2022 o time goleou a Coreia do Sul nas oitavas e foi eliminado pela Croácia nos pênaltis nas quartas.
Análise do impacto
Vencer a Noruega dá ao Brasil não só a sequência de dois mata-matas, mas também uma arrancada mental rumo ao objetivo maior: recuperar a consistência nas fases eliminatórias. Em torneios de mata-mata, ritmo e confiança contam tanto quanto qualidade técnica.
Além do aspecto emocional, há um efeito prático: com a tabela mais longa por causa das 48 seleções, somar vitórias seguidas nas fases decisivas reduz o número de partidas de alto risco pela frente e melhora as probabilidades de chegar mais descansado às fases finais.
O que vem depois
Se o Brasil avançar, o próximo desafio será nas quartas de final — caminho que, historicamente, tem exigido ajuste tático e equilíbrio emocional. A torcida brasileira, seja no Maracanã lembrando 2014, seja nas arquibancadas em solo norte-americano, espera um time firme nos duelos decisivos.
O clássico dos mata-matas começa hoje. Curto, direto e com aquela tensão que só Copa tem: ganhar ou ir pra casa.



