
Brasil x Noruega abre as oitavas de final da Copa do Mundo neste domingo (5): a Seleção entra em campo às 17h (de Brasília) no MetLife Stadium, em Nova Jersey, buscando quebrar um jejum contra europeus em mata-matas que dura desde 2002.
O que está em jogo é simples e pesado: o vencedor garante vaga nas quartas e, mais que isso, tenta exorcizar um trauma que persegue a Canarinho em fases decisivas de Mundial — seis confrontos sem vitória contra seleções europeias em mata-matas, entre eliminações e a derrota no terceiro lugar.
O clima é de pressão controlada; a equipe técnica acertou a formação no último treino e a torcida espera mais intensidade no meio-campo e velocidade nas transições. O cenário é conhecido: estádio americano, torcida brasileira espalhada pelo setor, e a tensão de um jogo que vale continuação ou adeus.
Relembre duelos
- Brasil 0 x 1 França – Copa do Mundo de 2006
- Brasil 1 x 2 Holanda – Copa do Mundo de 2010
- Brasil 1 x 7 Alemanha – Copa do Mundo de 2014
- Brasil 0 x 3 Holanda – Copa do Mundo de 2014 (terceiro lugar)
- Brasil 1 x 2 Bélgica – Copa do Mundo de 2018
- Brasil 1 (2) x (4) 1 Croácia – Copa do Mundo de 2022
Análise histórica
Desde o título de 2002, com Ronaldo Nazário (ex-atacante, aposentado) decidindo a final contra a Alemanha, a trajetória em mata-matas contra europeus foi de tropeços recorrentes. As derrotas variam: de partidas apertadas decididas por detalhes táticos até goleadas traumáticas, como o 1 a 7 de 2014.
A repetição de erros defensivos e a dificuldade em furar bloqueios compactos são pontos que técnicos e analistas destacam. Neste confronto com a Noruega, a chave estará em controlar as transições ofensivas e transformar a posse em chances claras dentro da área adversária.
Para o torcedor carioca que acompanha pelo celular entre um serviço e outro, a esperança é ver a Seleção mais direta, com laterais que atacam e meias que criam tiros certeiros — futebol que emociona, sem perder a objetividade.
Se o Brasil conseguir vencer, encerra uma sequência negativa que já dura mais de duas décadas; se perder, a cobrança e a dor voltam a rondar a camisa amarela, como num clássico de verão no Maracanã que não acaba bem para ninguém.



