Little Argentina em Miami vira ponto de banderazo antes de jogo da seleção

Café em North Beach com bandeiras argentinas e torcedores na fila
Imagem: Divulgação / Reprodução

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Little Argentina em Miami virou ponto de encontro de torcedores argentinos na véspera do jogo da seleção, com um banderazo na areia e filas em restaurantes de North Beach. Na manhã desta quinta (2) moradores e visitantes se aglomeraram entre as ruas 70 e 85, levando bandeiras, bumbos e cantos típicos da Albiceleste. A concentração se espalhou da Avenida Collins até a praia, onde as canções ganharam força ao cair da tarde. O movimento era visível em comércios e cafés do bairro, que abriram espaço para a torcida celebrar a seleção.

O bairro e os pontos de encontro

O restaurante Manolo, na esquina da rua 73 com a Avenida Collins, foi um dos pontos mais procurados, com filas logo pela manhã e torcedores vestindo camisas da seleção e de clubes argentinos. Perto dali, a filial da Banchero — fundada em Buenos Aires em 1932 — se destacou por servir a tradicional fugazzeta, pizza portenha de muito queijo e cebola, que atraiu famílias e grupos de amigos. A vila argentina de North Beach é conhecida por concentrar moradores e comércio do país, o que rendeu ao bairro o apelido de “Little Argentina” ou “Little Buenos Aires”. Entre os réstios do apoio estava a menção ao principal nome da seleção, Lionel Messi (atacante, Inter Miami), referência para os fãs locais.

Dados e presença argentina na Flórida

Segundo levantamento do Pew Research Center, o estado da Flórida concentra a maior parcela de cidadãos argentinos nos Estados Unidos, com 23% do total, e a região metropolitana de Miami-Fort Lauderdale-West Palm Beach reúne cerca de 50 mil argentinos. Essa presença explica a densidade de restaurantes, lojas e eventos culturais que reproduzem tradições portenhas a poucos quarteirões da praia. Para a seleção, o apoio dos expatriados rende cenas típicas de torcida organizada, com bandeiras, músicas e encontros públicos. O banderazo em North Beach mostrou como essas comunidades recriam a atmosfera de jogo mesmo fora da Argentina.

Paralelos com o futebol carioca

A cena em Miami lembra, em escala e afeição, como torcidas no Rio se reúnem em dias decisivos: no Maracanã o clima de massa, em São Januário a devoção do Gigante da Colina e no Estádio Nilton Santos as celebrações do Glorioso. Torcedores de Flamengo, Vasco, Fluminense e Botafogo costumam transformar ruas e bares em pontos de encontro antes de clássicos e partidas de Copa do Brasil, Libertadores ou Brasileirão. O gesto do banderazo — reunir bandeiras, instrumentos e cantos — tem paralelo direto com as manifestações das torcidas cariocas em torno de um clube ou da seleção. Para clubes do Rio, esses encontros traduzem identidade e memória coletiva, como já se viu em concentrações em torno do Maracanã e das praças próximas aos estádios.

Como acompanhar e o clima na Collins Avenue

Quem estava sem ingresso para o duelo contra Cabo Verde pôde assistir à partida em bares e restaurantes ao longo da Avenida Collins, onde havia comida típica, música e um sotaque portenho muito familiar. A seleção buscou o confronto nesta sexta (3), a partir das 19h (de Brasília), e o apoio dos expatriados deu o tom da vigília em North Beach. Para quem segue o futebol no Rio, a imagem de torcida reunida na praia lembra as vigílias pré-jogo em torno dos estádios cariocas, com famílias e grupos de amigos ocupando calçadas e bares. O encontro em Little Argentina reforça como a paixão pelo futebol conecta comunidades, seja no Maracanã, em São Januário, no Nilton Santos ou na areia de Miami.

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