Torcedor uzbeque percorre ~17 mil km em carro até a Copa do Mundo de 2026

Carro decorado com adesivos da Copa do Mundo e bandeiras estacionado durante viagem
Imagem: Divulgação / Reprodução

O torcedor uzbeque Abdurahman Fazilov percorreu cerca de 17 mil quilômetros de carro e navio para acompanhar a Copa do Mundo de 2026 nos Estados Unidos. A viagem começou no Uzbequistão, incluiu transporte marítimo da Bélgica até Baltimore e prosseguiu por estradas até Filadélfia para os jogos. Empresário e influenciador, ele transformou o veículo em uma espécie de embaixada ambulante com adesivos do Mundial, mapa-múndi e bandeiras da Ásia Central. A jornada teve como objetivo apoiar a estreia do Uzbequistão no torneio e promover o país ao público internacional.

O carro decorado virou ponto de parada e curiosidade por onde passou e o roteiro incluiu cidades como Cidade do México, Houston, Atlanta e Filadélfia para acompanhar as partidas da seleção uzbeque. Segundo relatos do próprio Fazilov, a logística combinou longos trechos por estrada com trechos em navio, o que tornou a aventura incomum mesmo entre torcedores viajantes. Ele filmou parte da viagem e compartilhou imagens em redes sociais, mostrando a reação de moradores e outras torcidas. A cobertura pessoal terminou após a eliminação do Uzbequistão na fase de grupos, mas deixou rastro de visibilidade para a região da Ásia Central.

Fazilov já havia marcado presença em outros Mundiais e em viagens longas no passado, incluindo participações em edições como a de 2018, na Rússia, e 2022, no Catar. Em diferentes entrevistas, ele contou sobre deslocamentos extensos para acompanhar partidas e levar a bandeira do seu país a estádios e praças. A experiência acumulada em outras Copas ajudou no planejamento desta aventura transcontinental, tanto na parte burocrática quanto na divulgação. A iniciativa se alinhou ao desejo declarado de promover o Uzbequistão e fortalecer laços de amizade entre povos.

Contexto e comparação com torcidas brasileiras

Torcedores do Brasil também têm tradição de percorrer grandes distâncias para ver seleções e clubes em torneios internacionais, e cariocas costumam se organizar para viagens que partem do Maracanã, de São Januário ou do Nilton Santos em direção a aeroportos e rodoviárias. Em edições recentes da Copa do Mundo, como 2018 e 2022, a presença da torcida brasileira em estádios estrangeiros foi perceptível e contribuiu para a atmosfera do torneio. Do ponto de vista logístico, a combinação de transporte marítimo e rodoviário de Fazilov é menos comum entre torcedores, mas não inédita entre aficionados com recursos para investir em viagens longas. A mobilização de um torcedor individual em rotas tão extensas exemplifica o caráter transnacional do futebol moderno.

Rota e logística da viagem

O trajeto teve etapas distintas: saída do Uzbequistão, deslocamento até a Bélgica para embarque do carro em navio e desembarque nos Estados Unidos, em Baltimore, antes do trecho final por estrada até Filadélfia. Transportar um veículo por via marítima implica custos e planejamento aduaneiro, além de cuidados com documentação e seguro, elementos citados por viajantes que fazem percursos similares. Fazilov decorou o automóvel para que fosse facilmente reconhecido e assim facilitar interação com torcedores e mídia local. Essa combinação de modos de transporte permitiu cruzar continentes mantendo o carro como símbolo da jornada.

Visitas em Filadélfia

Em Filadélfia, o torcedor visitou pontos turísticos como a Prefeitura, a escultura LOVE e o Museu de Arte da Filadélfia, onde subiu as escadarias famosas e registrou vídeos para seus seguidores. As imagens repercutiram nas redes e reforçaram a narrativa de uma viagem que misturou turismo e paixão esportiva. A presença do carro decorado em pontos turísticos chamou atenção de moradores e turistas, gerando interações e curiosidade sobre o Uzbequistão. A série de registros serviu também para cumprir o objetivo declarado de divulgar cultura e hospitalidade do país.

Apesar da eliminação do Uzbequistão ainda na fase de grupos, Fazilov avaliou a participação como aprendizado e oportunidade de visibilidade. Em suas palavras, a jornada busca transmitir uma mensagem simples: “Sejam bem-vindos ao Uzbequistão, sejam bem-vindos ao meu país. Esse é o meu sonho: amizade e paz para todo o mundo.” A aventura do torcedor virou exemplo de como o futebol conecta pessoas e lugares, mesmo em rotas improváveis. Para além do resultado esportivo, a repercussão deixou rastro de interesse cultural sobre a Ásia Central.

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