Neymar e o duelo com o Japão

Neymar (atacante, Al-Hilal) é o jogador que mais marcou contra o Japão pela Seleção Brasileira: são nove gols, e ele terá a chance de aumentar esse número na segunda fase da Copa do Mundo, na próxima segunda-feira (29). O reencontro chega depois de uma volta à amarelinha muito aguardada: o camisa 10 voltou ao time após 981 dias e entrou no segundo tempo na vitória sobre a Escócia. Para o Brasil, tratar Neymar com atenção é preparar-se para enfrentar um jogador que faz diferença em decisões e leva a defesa adversária ao limite. O duelo com o Japão ganha tempero pela história pessoal do atacante e pelo peso do torneio em jogo.
Histórico dos gols
O saldo de nove gols contra os japoneses começou em 2012, quando Neymar marcou duas vezes em amistoso disputado na Polônia e o Brasil venceu por 4 a 0. Na estreia brasileira na Copa das Confederações de 2013, abriu o placar com um voleio aos três minutos na vitória por 3 a 0, e em 2014, em amistoso em Singapura, viveu uma noite memorável ao marcar os quatro gols do triunfo por 4 a 0. Em 2017, voltou a balançar a rede de pênalti, e o nono tento veio em um amistoso preparatório para a Copa de 2022, no Catar, garantindo um 1 a 0. Esse histórico mostra uma sequência de partidas em que Neymar, como camisa 10, apareceu nas fases decisivas ou em amistosos de alto impacto.
Palavras e reações
Após a atuação de 2014, Neymar disse: “Estou muito feliz de conseguir algo assim. Nem em meus sonhos poderia imaginar isso com a Seleção. Não tenho palavras.” A fala resumiu a emoção de um jogador que sempre carregou a pressão de ser referência no ataque. Do outro lado, o veterano lateral-esquerdo Yuto Nagatomo (lateral-esquerdo, seleção japonesa) já ressaltou o respeito pela qualidade do camisa 10 e pediu atenção especial à Seleção Brasileira. A conversa entre as equipes mostra que, além do fator individual, há leitura tática: neutralizar Neymar exige organização defensiva e marcação coletiva.
Retrospecto e último encontro
No retrospecto geral entre as seleções, o Brasil leva ampla vantagem: em 16 confrontos são 13 vitórias, dois empates e apenas uma derrota. A única derrota mais recente aconteceu no Ajinomoto Stadium, em Tóquio, quando o Brasil perdeu por 3 a 2 de virada depois de abrir 2 a 0. Esse dado coloca o jogo de segunda-feira como uma reedição de clássicos com história, onde tradição e confiança se misturam com a necessidade de evitar surpresas em fases mata-mata.
Análise: impacto para a Copa do Mundo
Num torneio que não perdoa erro, ter um atacante com o faro de gol de Neymar é um trunfo para qualquer treinador. A presença do camisa 10 altera marcações, puxa linhas adversárias e cria espaços para os companheiros, especialmente em partidas de eliminação direta. Para o Brasil, é também a chance de garantir liderança de jogo e controlar o ritmo; para o Japão, é o momento de testar a disciplina e o preparo físico contra um jogador que sabe decidir. No contexto da Copa do Mundo, um gol ou uma intervenção de Neymar pode decidir o caminho brasileiro nas fases seguintes.
O que observar na partida
Além do confronto direto entre Neymar e a defesa japonesa, vale observar a movimentação dos meias brasileiros, a transição rápida do Japão e a administração de substituições no segundo tempo. Táticas, desgaste físico e bola parada podem ser determinantes — e é aí que a experiência de Neymar com jogos decisivos costuma pesar. Seja no Maracanã, em estádios do exterior ou no palco escolhido para a partida, o reencontro com o Japão será coberto pela paixão e pelo nervo do mata-mata.



