
lucas trejo, jogador argentino do Marítimo (segunda divisão da Venezuela), teve a família dada como desaparecida após os fortes terremotos que abalaram o país na noite de quarta‑feira (24). Ele afirmou que o prédio onde moravam, em Praia Grande, desabou, e fez um apelo público por orações e ajuda para divulgar o caso. A esposa, Yani Maranella, e os filhos Aarón Trejo Maranella e Ainhoa Trejo Maranella constam entre os desaparecidos segundo o relato do próprio jogador. O caso ganhou repercussão nas redes e aumentou a preocupação sobre a situação de atletas estrangeiros que atuam na Venezuela.
“Nosso edifício em Praia Grande caiu, não sei nada da minha família, por favor orem por eles e difundam esta mensagem para alguém que possa tê-los visto. Quero acreditar que não estavam lá. Orem pela minha família, por favor.” Trejo publicou o apelo pedindo que a mensagem fosse compartilhada para alcançar familiares e vizinhos. O pedido emocionou seguidores e colegas de clubes locais, gerando uma onda de solidariedade virtual. Até agora não há confirmação oficial sobre o paradeiro dos desaparecidos além do relato do atleta. Equipes de resgate seguem trabalhando na região em busca de sobreviventes.
Contexto e vítimas
As autoridades venezuelanas confirmaram que pelo menos 164 pessoas morreram e outras 971 ficaram feridas em razão dos fortes terremotos que atingiram a costa norte do país. A presidente interina Delcy Rodríguez divulgou os números e informou que, apenas em Caracas, houve 25 vítimas fatais. Os tremores foram descritos como dois dos maiores a atingir a região em mais de um século, com danos extensos a edificações e infraestrutura ao longo da faixa costeira. Autoridades alertam que o número de mortos e feridos pode aumentar à medida que os trabalhos de busca e socorro avançam.
Impacto no futebol regional
O Marítimo, clube onde atua Lucas Trejo, disputa a segunda divisão venezuelana e tem em seu quadro atletas estrangeiros que podem ser diretamente afetados por perdas e deslocamentos. Embora competições como Brasileirão e Copa do Brasil não sejam diretamente impactadas por um desastre externo, episódios dessa natureza geram consequências logísticas e humanitárias no calendário regional e nas carreiras de jogadores. No Rio de Janeiro, é comum ver torcidas e clubes como o Mengão, o Gigante da Colina, o Tricolor das Laranjeiras e o Glorioso se mobilizarem em campanhas de ajuda diante de tragédias — movimentos que podem se repetir em apoio às vítimas na Venezuela. A prioridade, porém, segue sendo o suporte às famílias e a coordenação entre autoridades e organizações de resgate.
As próximas horas devem trazer atualizações sobre o estado dos desaparecidos e o balanço definitivo das vítimas. Agências de socorro e governos locais mantêm esforços concentrados nas áreas mais afetadas, enquanto apelos por doações e assistência se multiplicam. Para a comunidade esportiva e para quem acompanha o futebol regional, a expectativa é por notícias de esperança e por medidas concretas de apoio às famílias atingidas.



