
Bélgica x Irã terminou em 0 a 0 neste domingo (21) no SoFi Stadium, em Los Angeles, pela segunda rodada do Grupo G da Copa do Mundo 2026. O empate deixa as duas seleções sem vitória na chave e com a obrigação de vencer na última rodada para sonhar com a classificação às oitavas. A partida foi dominada em posse pela seleção belga, mas esbarrou na sólida atuação defensiva do Irã e nas defesas do goleiro Alireza Beiranvand (goleiro, seleção do Irã). O clima no estádio ficou tenso desde cedo, com faltas e lances de muita intensidade física.
Resumo da partida
A Bélgica pressionou especialmente no primeiro tempo, controlando o jogo com circulação de bola e acionando o ataque liderado por Romelu Lukaku (atacante, seleção da Bélgica). Logo aos 3 minutos, Lukaku recebeu cartão amarelo após entrada dura sobre o goleiro Alireza Beiranvand, mostrando que o duelo teria choques fortes desde o início. Aos 24 minutos, o Irã quase marcou em cobrança de falta ensaiada: Ehsan Hajsafi (meio-campista/defensor, seleção do Irã) passou por baixo da barreira, Mehdi Taremi (atacante, seleção do Irã) finalizou e a jogada foi anulada pelo VAR por impedimento na origem. As intervenções de Beiranvand garantiram o 0 a 0 no intervalo, com ao menos duas defesas de destaque na etapa inicial.
Alterações táticas e expulsão
No segundo tempo a Bélgica mexeu na equipe buscando mais presença ofensiva, com saídas de Thomas Meunier (lateral-direito, seleção da Bélgica), Nicolas Raskin (meio-campista, seleção da Bélgica) e Alexis Saelemaekers (meia/ala, seleção da Bélgica) para as entradas de Timothy Castagne (lateral-direito, seleção da Bélgica), Hans Vanaken (meio-campista, seleção da Bélgica) e Dodi Lukebakio (atacante, seleção da Bélgica). O jogo teve virada de rumo aos 21 minutos da etapa final, quando Nathan Ngoy (jogador, seleção da Bélgica) foi expulso por puxar a camisa de Mehdi Taremi sendo o último homem, deixando os belgas com dez. Com um jogador a mais, o Irã passou a controlar mais a posse e a explorar contra-ataques, mantendo o equilíbrio até o apito final.
Momentos decisivos e chances
Mesmo com um a menos, a Bélgica manteve algumas chances claras: aos 40 minutos, Alireza Beiranvand fez outra defesa importante ao negar finalização de Maxim De Cuyper (lateral esquerdo, seleção da Bélgica) dentro da área. Nos acréscimos, Dodi Lukebakio ainda acertou a trave, selando o empate sem gols. Do lado iraniano, Saeid Ezatolahi (volante, seleção do Irã) levou cartão amarelo e teve uma finalização que exigiu grande intervenção do goleiro Thibaut Courtois (goleiro, seleção da Bélgica) aos 35 minutos do segundo tempo. O duelo virou um teste de paciência e eficiência, com poucas brechas para a definição do resultado.
Estatísticas e consequências no Grupo G
Nos números, a Bélgica dominou a posse e a troca de passes: foram 492 passes certos contra 145 do Irã, e 20 finalizações totais diante de 7 dos iranianos. O Irã, por sua vez, apostou na solidez defensiva, registrando 10 bloqueios e 60 rebatidas ao longo do jogo. O árbitro Darío Herrera ainda aplicou um cartão amarelo para cada lado — Lukaku pela Bélgica e Saeid Ezatolahi pelo Irã — além do cartão vermelho para Nathan Ngoy. Com o empate, as duas seleções somam dois pontos cada no Grupo G e dependem de vitória na terceira rodada para manter viva a chance de classificação às oitavas da Copa do Mundo 2026.
Contexto e análise
O empate coloca pressão sobre Bélgica e Irã no fechamento da fase de grupos, cenário comum em Copas onde uma rodada sem vitória obriga a decidir tudo na última partida. Historicamente, grupos equilibrados como o G costumam ser definidos por saldo de gols e disciplina — fatores que agora estarão em destaque. Para a Bélgica, seleção com tradição de bom ataque, a incapacidade de transformar posse em gols expõe fragilidades na finalização; já para o Irã, o ponto conquistado longe de casa confirma a estratégia defensiva que costuma funcionar em torneios eliminatórios. Na prática, ambas as equipes vão ao último jogo sabendo que erros serão caros e que a tática poderá pesar mais que a técnica.



