Portugal minimiza críticas a Cristiano Ronaldo após empate na estreia da Copa

Ruben Dias falando com repórteres durante treino da seleção de Portugal
Imagem: Divulgação / Reprodução

Cristiano Ronaldo aparece no centro do debate, mas a seleção de Portugal diz ignorar as críticas após o empate na estreia da Copa do Mundo, afirmou o zagueiro Ruben Dias nesta sexta-feira, 19 de junho de 2026. O atacante do Al Nassr e capitão de Portugal, de 41 anos, vive um jejum de gols em grandes torneios que agora soma dez partidas desde a Copa de 2022, apesar de ser o maior artilheiro da história. A partida contra a República Democrática do Congo, que voltou a disputar uma Copa depois de 52 anos, terminou com Portugal completando 740 passes e registrando apenas um chute a gol. O resultado e a atuação mais apagada do que se esperava geraram uma enxurrada de críticas da imprensa e de ex-jogadores.

Ruben Dias e a reação do grupo

Ruben Dias, zagueiro do Manchester City e da seleção portuguesa, procurou minimizar o impacto dessas críticas e chamou tudo de “ruído”. “As críticas não são significativas para nós, são apenas ruído e fazem parte da competição”, disse Dias aos repórteres no centro de treinamento na sexta-feira. O defensor recusou-se a apontar o dedo para Cristiano Ronaldo, lembrando da experiência do capitão em grandes palcos e afirmando que erros não devem ser atribuídos a um só jogador. Dias, que começou no banco na estreia enquanto se recuperava de lesão, declarou-se pronto para a próxima partida do grupo, marcada para terça-feira contra o Uzbequistão.

Contexto e análise

As observações de Ruben Dias entram num cenário tenso: Cristiano Ronaldo disputa seu sexto Mundial e carrega uma expectativa colossal por ser o maior goleador da história, mas o jejum em fases grandes acende o debate tático sobre seu papel. O ex-atacante francês Thierry Henry criticou a postura do capitão, sugerindo que ele busca brilho pessoal em vez de criar para os companheiros, comentário feito em análise televisiva. É factual que Portugal dominou a posse com 740 passes na estreia, mas a baixa conversão em finalizações evidencia um problema de objetividade ofensiva que a equipe terá de resolver. Historicamente, seleções com alto volume de passe precisam ajustar o último terço para transformar controle em gols, e Portugal não foge a essa regra.

Para o grupo, o próximo jogo define a capacidade de reação: a seleção tem de transformar dominância em chances reais e respirar com mais calma para evitar que o “ruído” se transforme em pressão desestabilizadora. Ruben Dias enfatizou a postura coletiva e a necessidade de manter os pés no chão, enquanto a comissão técnica deve avaliar ajustes na movimentação ofensiva e na criação de finalizações. O resultado em campo contra o Uzbequistão será a resposta imediata para os questionamentos; até lá, a seleção portuguesa aposta na experiência de nomes como Cristiano Ronaldo e na estabilidade do grupo para seguir na competição.

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