
Portugal empata com RD Congo por 1 a 1 na estreia da Copa do Mundo de 2026, no NRG Stadium, em Houston. João Neves, volante do Paris Saint-Germain e da seleção portuguesa, abriu o placar logo aos cinco minutos com uma cabeçada. A República Democrática do Congo respondeu nos acréscimos do primeiro tempo: Wissa, atacante da seleção congolesa e do Brentwood, subiu livre na pequena área e igualou. No segundo tempo, Portugal pressionou e teve um gol anulado, enquanto Cristiano Ronaldo, atacante de Portugal, desperdiçou oportunidades claras. O empate resistiu até o apito final.
Primeiro tempo de gols
Portugal controlou a posse no início, tentando encontrar os espaços entre as linhas cerradas dos africanos. A RD Congo se postou num 5-3-2 bem compacto, apostando na velocidade de Wissa e de Bakambu, atacante da RD Congo, para armar os contra-ataques. Aos cinco minutos, Pedro Neto, ponta da seleção portuguesa, serviu um cruzamento perfeito para João Neves subir sozinho e cabecear para as redes. Após o gol, os congoleses cresceram na partida e acabaram punidos com o escanteio curto que terminou no empate de Wissa, que colocou a bola na rede sem chance para Diogo Costa, goleiro da seleção portuguesa.
CR7 perde chances na segunda etapa
No segundo tempo, Portugal voltou mais agressivo e sacou Bernardo Silva para a entrada de Francisco Conceição, ponta de Portugal, buscando profundidade pelos lados. Aos 9 minutos da etapa final a equipe portuguesa chegou a balançar as redes em jogada construída por Bruno Fernandes, meia da seleção portuguesa, mas o lance foi anulado por impedimento de João Cancelo, lateral da seleção portuguesa. Cristiano Ronaldo teve duas chances claras e não as aproveitou: aos 22 minutos errou o alvo após cruzamento de Conceição e, aos 28, voltou a finalizar mal em situação parecida. A RD Congo também levou perigo: Bakambu acertou a trave num giro na área e quase virou o jogo, mostrando que a partida seguiria aberta até o fim.
Homenagem a Jota
O jogo teve peso emocional extra pela ausência de Diogo Jota, atacante de Portugal, vítima de um acidente no ano passado, lembrança que marcou o elenco luso. Os jogadores entraram em campo com pulseiras com o nome de Jota, presente do primeiro‑ministro Luís Montenegro, e o técnico Roberto Martínez chegou a nomeá‑lo membro honorário do grupo antes do torneio. Vitinha, meia da seleção portuguesa, afirmou antes da partida que o time jogaria não só pela Copa, mas também em homenagem ao colega. O tributo deu tom emotivo ao empate, com a seleção sentindo dificuldade em transferir a carga afetiva para o rendimento pleno dentro de campo.
RD Congo de volta após 52 anos
A República Democrática do Congo voltou a uma Copa do Mundo após 52 anos, retomando uma história interrompida desde a participação de 1974, quando o país ainda se chamava Zaire. A classificação para 2026 veio apoiada em solidez defensiva e força mental, sob comando de um técnico francês que orientou a equipe nas eliminatórias africanas. A seleção eliminou rivais tradicionais como Camarões e Nigéria e precisou da prorrogação para bater a Jamaica na repescagem intercontinental; o zagueiro Axel Tuanzebe, formado nas categorias de base do Manchester United, marcou o gol decisivo nos acréscimos da prorrogação. O retorno histórico e a igualdade em Houston mostram uma RD Congo preparada para incomodar o Grupo K.
Desfecho e classificação provisória
Com o resultado, Portugal e RD Congo somam um ponto na estreia e dividem a liderança provisória do Grupo K, num começo que deixa as duas seleções em alerta para os próximos compromissos. Para Portugal fica o desafio de afiar a criação e transformar chances em gols, especialmente com Cristiano Ronaldo buscando o ritmo ideal. Para a RD Congo, o ponto fora de casa serve de base para sonhar e manter a consistência defensiva que garantiu a vaga. O empate em Houston entra para a memória do torneio como um jogo de emoções, homenagem e futebol de combate.



