Lionel Messi chega a 16 gols em Copas e empata com Miroslav Klose

Lionel Messi comemorando gol pela seleção argentina durante jogo da Copa
Imagem: Divulgação / Reprodução

Lionel Messi, atacante do Inter Miami, chegou a 16 gols em Copas do Mundo ao marcar um hat-trick na terça-feira (16), na partida que abriu o Grupo J da Copa 2026, e assim empatou com Miroslav Klose na artilharia histórica do torneio. Foi a sexta participação de Messi em Copas, e o desempenho reacende o debate sobre sua posição entre os maiores da história do futebol. O jogo aconteceu nos Estados Unidos, na rodada de abertura do Mundial conjunto EUA/México/Canadá, e colocou o argentino novamente no centro das atenções da competição. Aos quase 39 anos, Messi segue colecionando números e histórias que alimentam sua lenda.

Onde tudo começou

Messi estreou em Copas com 19 anos, ainda vestindo a camisa 19 da seleção argentina, e marcou seu primeiro gol na Copa de 2006 durante a goleada sobre Sérvia e Montenegro em Gelsenkirchen. Aquela edição foi o pontapé inicial para uma trajetória de altos e baixos em Mundiais, com aquele jovem mostrando lampejos do talento que viria a consolidar. O gol inaugural já deixava claro que havia ali um jogador capaz de decidir partidas importantes, mesmo sem ainda carregar o fardo da camisa 10. Desde então, cada Mundial passou a somar capítulos diferentes na carreira do atacante.

Zerado em 2010

Na África do Sul, em 2010, Lionel Messi foi titular em todos os jogos da Argentina e jogou sob o comando do técnico Diego Maradona, mas acabou sem balançar as redes durante a campanha de cinco partidas. Aquela atuação silenciosa na artilharia contrastou com a expectativa de quem via no jovem argentino o melhor jogador do mundo na época. A Argentina foi eliminada nas quartas de final pela Alemanha, e a ausência de gols de Messi naquele torneio ficou marcada como uma curiosidade em sua trajetória. Passou-se a discutir se o jogador conseguiria traduzir seu brilho em clubes para o cenário dos Mundiais.

Frustrações e título mundial

Quatro anos depois, em 2014, Messi voltou a marcar em uma Copa disputada no Brasil, com quatro gols todos na fase de grupos, mas viu a final ser decidida contra a Alemanha no Maracanã, onde acabou superado na prorrogação. Em 2018, na Rússia, o atacante argentino marcou apenas um gol na fase de grupos e a seleção foi eliminada nas oitavas pela França, que seria campeã. A redenção veio em 2022, no Catar, quando Messi foi decisivo ao marcar sete gols em sete jogos e ser peça central na conquista do tricampeonato argentino, com atuação de destaque na final contra a França. Essa alternância entre frustração e glória moldou a narrativa das participações de Messi nos Mundiais.

Comparação de recordes

Com os 16 gols acumulados em seis Copas, Messi empatou com Miroslav Klose, ex-atacante da seleção alemã, no topo dos maiores goleadores da história do torneio, uma marca que vinha sendo um dos grandes alvos estatísticos do Mundial. Klose chegou a 16 gols entre 2002 e 2014, e a presença de Messi no mesmo patamar reabre a discussão sobre longevidade e eficiência em Copas. Messi ainda tem ao menos dois jogos pela frente na fase de grupos da Copa 2026 para tentar assumir a liderança isolada, e esse cenário transforma cada aparição sua em partida de alto risco para as defesas adversárias. Estatísticas como jogos disputados, gols por torneio e participação em decisões ajudam a dimensionar o feito sem apelar para superlativos.

Gols de Messi em Copas

  • Alemanha 2006 – 1 gol.
  • África do Sul 2010 – não marcou.
  • Brasil 2014 – 4 gols.
  • Rússia 2018 – 1 gol.
  • Catar 2022 – 7 gols.
  • EUA/México/Canadá 2026 – 3 gols (e contando).

O próximo capítulo

Agora, com a Argentina em disputa no Grupo J e Messi no auge de sua capacidade de decisão, resta acompanhar como o atacante do Inter Miami irá responder à pressão nas próximas rodadas do Mundial. Cada jogo no torneio conjunto tem peso diferenciado, e clubes e torcedores acompanham de perto a performance do craque. Para a história do futebol, o desfecho desta Copa pode redesenhar recordes e consolidar números que serão lembrados por décadas. A narrativa segue em campo, com o mundo atento a cada toque de Messi na bola.

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