
A loja oficial da Fifa em Nova York, no Rockefeller Center, reúne poucos produtos oficiais da Copa do Mundo e preços que podem afastar torcedores brasileiros. A visita ao espaço em 16 de junho de 2026 mostrou prateleiras com itens escassos e destaque para peças de colecionador. O ponto funciona como vitrine do torneio, mas a oferta é menor do que muitos visitantes esperavam. Para quem vem de longe — e para a torcida carioca que costuma lotar o Maracanã — os valores chamam atenção.
Na prática, os valores exibidos na loja deixam claro que se trata de merchandising de torneio: um chaveiro de mascote sai por US$ 15 (cerca de R$ 76). Uma garrafa térmica custa US$ 25 (R$ 127) e camisetas oficiais aparecem por US$ 40 (aproximadamente R$ 203). Bonés têm o mesmo preço das camisetas, enquanto moletons são tabelados a US$ 78 (em torno de R$ 397). A bola oficial do Mundial é o item mais caro à vista, por US$ 170 (R$ 866).
Produtos à venda na loja oficial da Fifa em Nova York
- Chaveiro dos mascotes – US$ 15 (R$ 76)
- Garrafa térmica – US$ 25 (R$ 127)
- Camiseta oficial – US$ 40 (R$ 203)
- Boné – US$ 40 (R$ 203)
- Moletom – US$ 78 (R$ 397)
- Bola oficial do Mundial – US$ 170 (R$ 866)
Contexto para torcedores cariocas
Para o torcedor carioca — seja do Mengão, do Tricolor das Laranjeiras, do Gigante da Colina ou do Glorioso — a comparação com lojas e quiosques em estádios como o Maracanã, São Januário e o Estádio Nilton Santos é imediata. Clubes grandes frequentemente mantêm lojas oficiais e programas de sócio-torcedor que oferecem produtos com preços e descontos distintos dos de uma loja de torneio. Em competições como o Brasileirão, a Libertadores e a Copa do Brasil a demanda por camisas e bolas sobe, e muitos torcedores preferem adquirir itens nos dias de jogo ou em períodos promocionais. A pouca diversidade vista na loja da Fifa em Nova York pode, portanto, desestimular quem viaja para ver jogos ou visitar pontos turísticos e espera variedade.
O espaço no Rockefeller Center inclui um museu temporário com entrada gratuita e um ponto de troca do álbum oficial, atraindo colecionadores e turistas. Para quem vem do Rio, a visita vira questão de escolha entre trazer lembranças de viagem ou comprar nos canais oficiais dos clubes no Brasil. Com preços expressos em dólares, a compra para torcedores do país passa também pela variação cambial e impostos, fatores que elevam o custo final. No fim, a oferta enxuta da loja mostra que a experiência de Mundial em Nova York mistura comércio, vitrine cultural e turismo.



