
Alisson, goleiro do Liverpool, será titular da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 e, com isso, entrará em um seleto grupo de arqueiros que foram titulares em três Mundiais. O camisa 1 de 33 anos tem 78 partidas com a camisa do Brasil e chega à competição com a responsabilidade de manter a meta invicta. A estreia ocorre em 13 de junho, contra o Marrocos, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, e a expectativa é grande entre torcedores e comissão técnica. A confirmação dele como titular reforça a permanência de experiência no setor defensivo da Seleção.
O goleiro falou em coletiva sobre a honra de vestir a amarelinha em mais uma Copa e lembrou que, quando criança, sonhava com esse momento. Disse que disputar o Mundial é um privilégio e falou em orgulho ao lado de nomes históricos da posição. A declaração trouxe calma para parte da torcida, embora o debate sobre desempenho siga rendendo. A postura pública de Alisson tem sido firme: reconhecer críticas sem perder serenidade.
Contexto histórico e comparação
Igualar Gilmar e Taffarel coloca Alisson ao lado de lendas da posição na história da Seleção Brasileira. Gilmar dos Santos Neves, goleiro aposentado, foi titular nas Copas de 1958 e 1962 e esteve também em 1966, enquanto Cláudio Taffarel, goleiro aposentado, foi titular em 1990, 1994 e 1998, conquistando o título em 1994. Esses casos mostram como a confiança da comissão técnica em um arqueiro por vários torneios consolida uma geração. Para o Brasil, ter um camisa 1 com continuidade em Mundiais costuma ser sinônimo de estabilidade defensiva e de legado para futuros goleiros.
Alisson contestado
As críticas mais recentes a Alisson têm relação com a forma física após temporadas marcadas por lesões no clube. O goleiro perdeu partidas importantes pelo Liverpool por contusões e chegou a ser questionado sobre condicionamento físico. Em resposta, Alisson afirmou que sua capacidade física está em 100% e que trabalhou para chegar bem ao Mundial. Esse discurso tenta encerrar a discussão técnica e voltar o foco para o trabalho coletivo dentro da Seleção.
Além da condição física, a cobrança por títulos grandes acompanha o arqueiro: vestir a camisa do Brasil traz exigência por conquistas. Alisson reconhece que a crítica faz parte do pacote de ser titular da Seleção e se coloca como crítico de si mesmo para evoluir. A relação entre cobrança e desempenho será um ponto de atenção em cada jogo, principalmente nos grandes palcos do torneio. Se repetir a regularidade dos dois goleiros que o antecederam, Alisson reforçará seu nome na galeria de goleiros históricos do país.
Jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo
- 13/06 (sábado) — Brasil x Marrocos — 19h (de Brasília) — MetLife Stadium, Nova Jersey
- 19/06 (sexta-feira) — Brasil x Haiti — 21h30 (horário de Filadélfia, ET) — 22h30 (horário de Brasília) — estádio em Filadélfia
- 24/06 (quarta-feira) — Escócia x Brasil — 19h (horário de Miami, ET) — 20h (horário de Brasília) — estádio em Miami



