
Guillermo Ochoa, goleiro do Salernitana (Itália) e da seleção mexicana, tornou-se nesta quinta-feira (11 de junho de 2026) o primeiro jogador convocado para seis edições da Copa do Mundo. A relação publicada para a partida de abertura do Mundial de 2026, contra a África do Sul, confirmou a marca histórica aos 40 anos do veterano. Mesmo começando o duelo no banco de reservas, a presença na lista oficial consolida uma trajetória rara no futebol mundial. A notícia ecoou rápido entre torcedores e jornalistas, pela dimensão simbólica de longevidade e consistência em alto nível.
Convocações e presença em Mundiais
Ochoa esteve presente nas Copas de 2006, 2010, 2014, 2018, 2022 e agora 2026, somando seis convocações consecutivas ao longo de duas décadas. Na partida de abertura do México em 2026 ele iniciou como opção no banco, mas a simples inclusão na lista oficial garantiu o recorde inédito. A carreira do goleiro mexeu com lembranças: reserva em 2006 e 2010, virou protagonista em 2014 no Brasil e manteve-se como referência nas edições seguintes. A longevidade do jogador chama atenção especialmente em um posto que exige reflexo e preparação constante.
Destaques em Copas e números
Ochoa acumulou até aqui 11 jogos em Copas do Mundo e três premiações como melhor em campo, números que reforçam sua importância nas campanhas mexicanas. O auge da projeção internacional veio na Copa de 2014, disputada no Brasil, quando foi eleito o melhor jogador nas partidas contra a Seleção Brasileira e a Holanda. Manteve-se titular em 2018, na Rússia, e esteve presente no Catar em 2022, onde recebeu destaque novamente ao defender um pênalti contra a Polônia. Esses feitos consolidam Ochoa como um dos nomes mais lembrados da história recente do México em Mundiais.
Quem pode igualar e contexto histórico
O recorde de seis participações pode ter companhia: Cristiano Ronaldo, atacante do Al-Nassr (Arábia Saudita), e Lionel Messi, atacante do Inter Miami (Estados Unidos), também foram convocados para 2026 e podem igualar a marca. Ambos entraram em campo nas edições anteriores, o que tornaria a contagem ainda mais expressiva por terem atuado em todas as Copas em que foram relacionados. Antes de Ochoa, o máximo registrado era de cinco participações, compartilhado por ícones como Antonio Carbajal (México), Lothar Matthäus (Alemanha) e Rafael Márquez (México).
Impacto e legado
Do ponto de vista histórico, a marca de Ochoa traduz um novo patamar de longevidade no futebol internacional, alimentada por avanços na preparação física e na gestão de carreiras. Para torcedores e analistas, é um lembrete de que a experiência pode conviver com a exigência do alto rendimento nas maiores competições do planeta. No cenário sul-americano e especialmente no Brasil, onde veteranos viram heróis em cancha, a presença de jogadores assim amplia a conversa sobre passagem de tempo e memória do futebol. A trajetória de Ochoa seguirá sendo acompanhada ao longo do Mundial, tanto pela imprensa quanto pelos fãs que gostam de ver a história sendo escrita em campo.



