
Heung-min Son, atacante do Los Angeles FC, vive a expectativa de uma possível “última dança” em Copas na Copa do Mundo de 2026, com a Coreia do Sul estreando nesta quinta-feira (11) contra a República Tcheca no Estádio de Guadalajara, no México. Aos 33 anos, Son chega como líder do time sul-coreano e símbolo da geração que busca ir longe no torneio. A campanha no Grupo A define o primeiro passo: após a estreia, a Coreia enfrenta o México em Guadalajara e fecha a chave contra a África do Sul em Monterrey. O impacto de uma boa campanha pode definir se essa será mesmo a despedida de Son em Mundiais.
Agenda do Grupo A
O Grupo A da Copa de 2026 reúne adversários de estilos diferentes, o que torna a estreia ainda mais decisiva para a seleção sul-coreana e para Son, que atua como atacante no Los Angeles FC. A Coreia precisa somar pontos já nas primeiras rodadas para evitar surpresas táticas e de viagem entre Guadalajara e Monterrey. A fase de grupos tem jogos concentrados em estádios no México, com ambientes que costumam provocar variações no preparo físico e nas estratégias. Para Son e companhia, gerenciar ritmo e desgaste será tão importante quanto a qualidade técnica em campo.
Composição do Grupo A
- Coreia do Sul
- México
- África do Sul
- República Tcheca
Carreira e trajetória de Son
Heung-min Son, atacante, iniciou a carreira profissional na Alemanha, com passagens por clubes como Hamburgo e Bayer Leverkusen, antes de se firmar no Tottenham Hotspur, da Inglaterra, onde virou ídolo da torcida. Desde 2025 atua nos Estados Unidos pelo Los Angeles FC como atacante e referência ofensiva do clube. A experiência na Europa e na MLS moldou um jogador versátil, capaz de atuar pelas pontas e como referência central de ataque. Essa bagagem é parte do argumento para que muitos considerem a Copa de 2026 uma chance para Son encerrar ciclos em alto nível.
Peso do legado e repercussão
Son carrega um simbolismo que vai além das quatro linhas: além de desempenho, há a narrativa do atleta que cumpriu serviço militar e virou referência para gerações na Coreia do Sul. A eliminação da seleção sul-coreana nas oitavas de final da Copa de 2022 frente ao Brasil deixou marcas e alimenta agora a busca por redenção em 2026. Para o jogador, o Mundial na América do Norte — palco de ampla cobertura e grande público — pode ser a última oportunidade de deixar um legado definitivo em Copas. No plano esportivo, a presença de Son eleva a cotação técnica da Coreia e atrai atenção de clubes e torcedores mundo afora.
O elo com 2002 e a liderança técnica
O treinador Hong Myung-bo, atual comandante da seleção e ex-capitão da campanha histórica de 2002, traz ao grupo uma ligação direta com o melhor resultado sul-coreano em Mundiais. Hong Myung-bo, como treinador, tenta transpor aquela experiência de semifinais para um elenco moderno liderado por Son, atacante do Los Angeles FC. A junção do técnico que conhece a pressão de um grande Mundial com um capitão em fim de ciclo cria expectativas por uma campanha madura. A estratégia passa por combinar experiência e juventude em campo para superar adversários físicos e técnicos no Grupo A.
Quem pode assumir a vaga de liderança depois de Son?
Com a hipótese de que 2026 seja a última Copa de Heung-min Son, nomes surgem como potenciais sucessores técnicos e de influência no vestiário. Lee Kang-in, meia-atacante do Paris Saint-Germain, aparece como candidato natural a protagonizar a criação ofensiva da Coreia nos próximos anos. Na defesa, Kim Min-jae, zagueiro do Bayern de Munique, é citado como a muralha que asseguraria estabilidade atrás enquanto a geração se renovasse. A renovação dependerá do aproveitamento desses jovens nos clubes europeus e da transição tática pensada por Hong Myung-bo.



