
Brasil x Marrocos é o duelo de estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, marcado para sábado (13) às 19h (de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey. O jogo reúne memórias e curiosidades que atravessam décadas — desde rivais históricos até gols que entraram na nossa história. A partida abre o Grupo C e chega com expectativa entre torcedores e cronistas, misturando tradição sul‑americana e palcos norte‑americanos do Mundial de 2026. Aqui estão cinco ligações curiosas entre as duas seleções que merecem ser lembradas antes do apito inicial.
As curiosidades que ligam Marrocos e Seleção Brasileira
1. O rival de Pelé
Just Fontaine (atacante, ex‑seleção francesa) nasceu em Marrakech em 1933 e acabou sendo um dos grandes nomes daquela Copa de 1958 na Suécia. Fontaine defendeu a França — numa época em que Marrocos estava sob domínio francês — e anotou 13 gols no torneio, um recorde de uma edição que até hoje é lembrado por qualquer apaixonado por Mundial. Esse episódio coloca o território marroquino no mapa das grandes histórias do futebol mundial e aproxima, em tom histórico, o nome do Marrocos ao de Pelé (atacante, ex‑Santos), que brilhou naquele mesmo Mundial. É uma daquelas coincidências que o futebol adora preservar nas crônicas.
2. Primeiro gol de Ronaldo em Copas
Ronaldo (atacante, aposentado, ex‑corinthians) abriu sua conta em Mundiais justamente contra o Marrocos: em 16 de junho de 1998, ele fez parte da vitória do Brasil por 3 a 0 em Nantes. Aquele gol marcou o começo de uma trajetória de imenso peso em Copas do atacante, que vinha de temporadas de destaque por clubes europeus e vinha carregando enorme expectativa da torcida brasileira. A partida ficou registrada como um momento definidor na carreira do Fenômeno e segue sendo lembrada sempre que Brasil e Marrocos se cruzam em fases decisivas ou amistosos de alto nível.
3. Quando o Brasil ‘atrapalhou’ o avanço marroquino em 1998
No mesmo Mundial de 1998, havia um cenário curioso no Grupo A: o Brasil já estava classificado para as oitavas, mas defendia uma invencibilidade em fases de grupos que vinha desde 1970. Bebeto (atacante, aposentado, ex‑vasco) marcou para a Seleção contra a Noruega em Marselha, e por alguns momentos o placar combinava a favor de Marrocos. Porém, a virada norueguesa com Tore André Flo (atacante, aposentado, ex‑seleção da Noruega) e Kjetil Rekdal (meio‑campista, aposentado, ex‑seleção da Noruega), este em cobrança de pênalti após falta de Júnior Baiano (zagueiro, aposentado, ex‑flamengo), acabou eliminando Marrocos. Essas voltas do futebol mostram como resultados paralelos podem transformar destinos nas Copas.
4. O início do ciclo 2022–2026
O primeiro jogo do atual ciclo da Seleção Brasileira, que se estende até 2026, também teve o Marrocos como adversário: em 25 de março de 2023, em Tânger, o Brasil perdeu por 2 a 1 em partida comandada interinamente por Ramón Menezes (treinador interino da Seleção Brasileira na ocasião). A partida aconteceu num momento de transição, após a saída de Tite (treinador, ex‑técnico da Seleção Brasileira), e serviu como termômetro para nomes e ideias que viriam a compor a equipe rumo ao Mundial. Esse amistoso ficou marcado pela mudança de rota e por mostrar que confrontos contra seleções africanas já faziam parte dos planos de testes da comissão técnica.
5. O primeiro jogo da Seleção após a morte de Pelé
O amistoso de 25 de março de 2023, em que o Brasil perdeu para o Marrocos por 2 a 1, foi também o primeiro jogo da Seleção após a morte de Pelé (atacante, ex‑Santos, falecido em 29 de dezembro de 2022). Em respeito ao Rei do Futebol, os jogadores entraram em campo com camisas que traziam o nome de Pelé nas costas, gesto que uniu torcida e elenco num momento de homenagem. Essa coincidência temporal dá ao encontro outra camada de significado emocional, trazendo o passado ilustre do futebol brasileiro para junto dos duelos contemporâneos.
Contexto e impacto
O histórico entre Brasil e Marrocos é pontuado por episódios que vão de recordes individuais a jogos com desfechos inesperados, e isso alimenta a narrativa de cada novo encontro entre as seleções. Just Fontaine segue como referência estatística de 1958, enquanto partidas mais recentes mostram que o Marrocos se firma como adversário de respeito em amistosos e torneios preparatórios. Para o torcedor, especialmente quem vive a emoção do futebol como a gente do Rio, esses capítulos viram assunto de mesa de bar e de cronologia de memória: cada duelo traz lembranças e promessas para o próximo apito inicial, seja no MetLife, no Maracanã ou em qualquer estádio onde o Mundial plante sua história.



