Cannavaro critica revista rigorosa à seleção do Uzbequistão nos EUA antes da Copa-2026

Fabio Cannavaro gesticulando em entrevista durante a preparação da seleção do Uzbequistão
Imagem: Divulgação / Reprodução

O técnico Fabio Cannavaro criticou a revista rigorosa a que a seleção do Uzbequistão foi submetida ao chegar aos Estados Unidos, antes do amistoso fechado contra a Holanda no Estádio Icahn, em Manhattan. Cannavaro, treinador e ex-zagueiro italiano à frente da seleção uzbeque, afirmou que jogadores, comissão técnica e até materiais de trabalho passaram por inspeções incomuns nos procedimentos de segurança. A declaração veio a poucos dias da estreia histórica do Uzbequistão na Copa do Mundo de 2026, em uma preparação que se desenrolou sem presença de público. Segundo relatos do técnico, a equipe foi alvo de cães farejadores e escaneamento de bagagens, enquanto outras delegações não teriam passado pelo mesmo processo.

Inspeções no Estádio Icahn e reação da delegação

De acordo com Cannavaro, a justificativa apresentada pelos responsáveis do local foi a alegação de que aquelas eram as regras de segurança do estádio, mas o treinador percebeu diferença de tratamento. Jogadores, membros da comissão e equipamentos teriam sido revistados de forma detalhada, o que causou estranheza entre os integrantes da seleção. O incidente ocorreu no Estádio Icahn, casa de capacidade reduzida usada para o amistoso e para ajustes finais de preparação rumo ao Mundial. Até o momento não há um esclarecimento oficial divulgado pelas autoridades do local sobre por que apenas a delegação uzbeque passou pelas medidas relatadas.

O amistoso e o gol uzbeque

O amistoso terminou em 2 a 1, com a Holanda vencendo a partida realizada de portões fechados — o Uzbequistão marcou o gol de honra. O atacante da seleção do Uzbequistão, Igor Sergeev, foi o autor do único tento uzbeque e comentou a situação incomum vivida pela equipe. Sergeev, atacante e integrante da seleção nacional, afirmou que nunca havia passado por algo parecido em sua carreira e destacou o desconforto gerado pelas inspeções. O confronto serviu como parte do ciclo de preparação das duas equipes para a Copa do Mundo de 2026.

Contexto e impacto para o Mundial

O episódio ganha peso porque o Uzbequistão faz sua estreia em Mundiais e chega ao torneio cercado de expectativa, inserido no Grupo I ao lado de Colômbia, Portugal e República Democrática do Congo. A Copa do Mundo de 2026, sediada por Estados Unidos, Canadá e México, traz partidas em mercados com protocolos variados de segurança e logística, o que torna a experiência de seleções emergentes mais sensível. Para uma delegação que tenta se afirmar no cenário global, episódios como o relatado por Cannavaro podem afetar rotina e foco na reta final de preparação. Especialistas em organização de seleções costumam lembrar que diferença de tratamento em deslocamentos internacionais costuma refletir coordenações locais entre federações, promotores e autoridades de segurança.

Próximos passos da seleção uzbeque

Não houve até agora um posicionamento público das autoridades do estádio ou dos organizadores do amistoso explicando por que a revista foi aplicada apenas à delegação uzbeque. A seleção segue com a preparação para a estreia na Copa do Mundo de 2026, enquanto a repercussão das queixas de Cannavaro permanece no radar da imprensa internacional. Em campo, a equipe busca transformar a histórica classificação em bom rendimento prático, e fora dele tenta obter esclarecimentos sobre um episódio que incomodou jogadores e comissão técnica. Resta acompanhar se federação uzbeque e organizadores irão formalizar algum pedido de explicação.

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