Bélgica goleia Tunísia por 5 a 0 em amistoso antes da Copa do Mundo

Romelu Lukaku em ação pela seleção da Bélgica durante amistoso
Imagem: Divulgação / Reprodução

A bélgica confirmou preparação sólida para a Copa do Mundo ao vencer a Tunísia por 5 a 0 neste sábado (6) em amistoso de aquecimento para o torneio nos Estados Unidos. O placar traduz uma atuação coletiva com muita velocidade pelos flancos e variações de jogo no meio, servindo para acertar rotinas e avaliar peças de ataque. O duelo também teve significado para jogadores em retomada: Romelu Lukaku voltou a aparecer com participação decisiva no segundo tempo. A partida foi o último teste das duas seleções antes da estreia no Mundial.

Romelu Lukaku (atacante, seleção da Bélgica) entrou no segundo tempo e assinou uma assistência, repetindo o impacto que teve ao retornar à equipe nacional na vitória sobre a Croácia. Leandro Trossard (atacante, seleção da Bélgica), Charles De Ketelaere (atacante, seleção da Bélgica), Kevin De Bruyne (meio-campista, seleção da Bélgica), Dodi Lukebakio (atacante, seleção da Bélgica) e Nicolas Raskin (meio-campista, seleção da Bélgica) foram os autores dos gols que definiram a goleada. A formação belga rodou bem o elenco e mostrou opções ofensivas variadas, do drible de velocidade às finalizações de fora da área. O resultado dá confiança ao técnico e aumenta a concorrência por vagas no time titular.

O jogo também trouxe um dado curioso de temporada: o atacante não foi titular em nenhuma partida do Napoli na Serie A nesta temporada, o que torna sua influência pela seleção ainda mais observada pela imprensa e pela torcida. Essa alternância entre clubes e seleção tem sido pauta sobre ritmo de jogo e condição física de alguns veteranos. Para a comissão técnica, amistosos assim servem para checar entrosamento e condicionamento antes de compromissos oficiais. O aporte de minutos de jogadores que vinham de incertezas de ritmo foi um ponto positivo no relatório pós-jogo da Bélgica.

Jeremy Doku (ponta, seleção da Bélgica) foi outro destaque evidente, jogando pelo lado esquerdo e causando problemas constantes à defesa tunisina. Com dribles curtos e acelerações, Doku participou diretamente de duas das jogadas de gol, servindo Trossard no lance que abriu o placar e participando da construção que terminou com De Ketelaere de cabeça. Essas atuações reforçam expectativas sobre seu papel no Mundial como motor de transição e desequilíbrio. A performance de Doku recoloca o jovem entre as opções mais incisivas do técnico para a fase de grupos.

A Tunísia ficou mais exposta após a expulsão de Ismael Gharbi (meio-campista, seleção da Tunísia), que recebeu o segundo cartão amarelo aos 62 minutos por uma falta dura sobre Doku. Com um jogador a menos, os norte-africanos viram a Bélgica ampliar o ritmo e transformar chances em gols com mais facilidade. A expulsão foi o momento de virada do confronto, e a equipe belga soube aproveitar a vantagem numérica com objetividade. No fim, a diferença de cinco gols refletiu o domínio territorial e a eficiência nas transições ofensivas da Bélgica.

Três minutos após a expulsão, Doku serviu Kevin De Bruyne (meio-campista, seleção da Bélgica), que marcou o terceiro gol com um belo chute de fora da área. Na sequência, Dodi Lukebakio aproveitou um toque de Lukaku para ampliar o placar, e Nicolas Raskin fechou a goleada em ataque rápido já nos minutos finais. A diversidade de autores demonstra que a Bélgica não depende apenas de um nome para produzir gols, algo valioso em torneios longos. Esses desfechos ajudam o técnico a mapear combinações ofensivas e ajustar a rotação para a estreia mundialista.

Foco na Copa do Mundo

A Bélgica estreia no Grupo G da Copa do Mundo em 15 de junho contra o Egito, em Seattle, e também enfrentará Irã e Nova Zelândia na fase de grupos. Esse amistoso, portanto, serviu para calibrar tanto ofensiva quanto defensivamente, testando alternativas para o primeiro jogo em solo norte-americano. Historicamente, seleções com elenco versátil e profundidade chegam mais preparadas a torneios, e a Bélgica busca mostrar que tem soluções apesar da fase de transição de alguns veteranos. Para o futebol brasileiro, acompanhar esse processo belga é útil como referência tática sobre gestão de elenco em fases finais de carreira e integração de jovens talentos.

Contexto e impacto

Desde a chamada ‘geração de ouro’ que brilhou na última década, a Bélgica vem remodelando seu elenco, mesclando experiência e juventude em busca de rendimento imediato em torneios. Jogadores como Kevin De Bruyne e Romelu Lukaku seguem sendo referências, mas partidas-teste como essa revelam nomes emergentes que podem decidir jogos importantes. A importância desse tipo de amistoso está na capacidade de confirmar rotinas e ajustar peças sem a pressão de pontos oficiais, algo que será levado em conta na montagem do time para a estreia. A observação desse processo é valiosa também para técnicos e analistas do futebol brasileiro, sempre atentos a modelos de transição e manutenção de competitividade.

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