Seleções com potencial de surpresa na Copa do Mundo 2026: Noruega, Turquia, Japão, Costa do Marfim e Senegal

Bola de futebol sobre gramado com bandeiras das seleções e torcida ao fundo
Imagem: Divulgação / Reprodução

A copa do mundo 2026 estreia na quinta-feira, dia 11, às 16h (horário de Brasília), com México x África do Sul, e traz 48 seleções prontas para confundir as previsões. Entre favoritos históricos e seleções de tradição, surgem algumas equipes com estrutura e jogadores capazes de virar surpresa no mata-mata. Nesta lista, eu, que vivo futebol carioca e acompanho bola no Maracanã e por aí, aponto as seleções que podem aparecer como zebra no torneio. Observa-se que a ampliação para 48 seleções e a própria dinâmica das Eliminatórias abriram espaço para surpresas — e é nisso que a análise se apoia.

Noruega

A Noruega chega como uma das candidatas a zebra depois de liderar sua chave nas Eliminatórias, superando adversários fortes e garantindo vaga com autoridade. O time tem como referência o atacante Erling Haaland (centroavante, Manchester City) e conta com Martin Ødegaard (meia, Arsenal) como articulador principal, além de Alexander Sørloth (centroavante, Atlético de Madrid) no elenco. Lateral e alas como Julian Ryerson (lateral-direito, Borussia Dortmund) e jovens velocistas como Antonio Nusa (ponta, Club Brugge) dão profundidade ao time, que combina força física e transição rápida. A Noruega pode explorar a qualidade de ataque de Haaland em duelos de bola aérea e profundidade, sobretudo se mantiver a solidez defensiva que lhe garantiu o topo das Eliminatórias.

Turquia

De volta a um Mundial após longo intervalo, a Turquia surpreendeu ao carimbar a vaga pela repescagem europeia e chega com boa entrosação tática. O elenco tem talento ofensivo com Arda Güler (meia-atacante, Real Madrid) e Kenan Yıldız (meia-atacante, Juventus), enquanto Hakan Çalhanoğlu (meia, Inter de Milão) traz experiência e chegada de média distância. Ferdi Kadıoğlu (lateral-direito/ala, Fenerbahçe) oferece intensidade pelos flancos e capacidade de ataque, fazendo da Turquia uma seleção perigosa nas transições. A volta após décadas ao Mundial e o trabalho recente sob comando técnico coerente tornam a seleção turca candidata a incomodar grandes favoritos em fases eliminatórias.

Japão

O Japão tem mostrado consistência e capacidade de surpreender seleções europeias, com resultados marcantes em edições recentes e preparação cheia de ritmo. Entre os destaques estão Kaoru Mitoma (ponta, Brighton & Hove Albion) e Takumi Minamino (atacante, AS Monaco), embora o time sofra com desfalques por lesão em momentos-chave. Wataru Endō (volante, Liverpool), Daichi Kamada (meia, Eintracht Frankfurt) e Takefusa Kubo (ponta/meia, Real Sociedad) são responsáveis por organizar o jogo e criar superioridade no meio; Ayase Ueda (centroavante, Cercle Brugge) aparece como referência ofensiva quando disponível. O estilo japonês de jogo, rápido e coletivo, costuma complicar a vida de rivais mais técnicos, o que pode transformar a seleção em ameaça real nas fases de mata-mata.

Costa do Marfim

A Costa do Marfim chega com um plantel jovem e talentoso, embalado por conquistas continentais recentes e por gerações promissoras. Pontas como Amad Diallo (ponta, Atalanta) e Yan Diomandé (ponta, Vitória em clube europeu) aparecem como referências de velocidade e drible, enquanto o centroavante naturalizado Ange-Yoan Bonny (centroavante, Inter de Milão) oferece presença de área e imposição física. Os Elefantes contam com entrosamento e com a confiança trazida pela vitória na Copa Africana de Nações em ciclos recentes, o que pode impulsionar uma campanha além do esperado. Num Mundial com chave ampliada, a riqueza de opções ofensivas e o dinamismo da equipe tornam a Costa do Marfim candidata a chegar longe quando o ponta e o centroavante estiverem afiados.

Senegal

Senegal mantém-se como potência africana, com elenco experiente e jogadores decisivos em clubes europeus, e chegou ao torneio após disputar finais continentais recentes. O zagueiro Kalidou Koulibaly (zagueiro, ex-Napoli e Chelsea) é o pilar defensivo, enquanto Idrissa Gueye (volante, Al-Nassr) organiza a saída de bola e equilibra o meio. No ataque, nomes como Sadio Mané (atacante, Al-Nassr), Ismaïla Sarr (ponta, Watford) e Nicolas Jackson (atacante, Chelsea) aparecem como finalizadores capazes de decidir jogos. A combinação de experiência internacional e poder ofensivo faz de Senegal uma seleção que, com ajustes táticos, pode ser pedra no sapato de favoritos.

Contexto e análise

O Mundial de 2026 amplia o espaço para surpresas por ter 48 seleções, o que aumenta a presença de seleções com projetos em crescimento. Historicamente, torneios ampliados e fases de mata-mata curtas favorecem equipes organizadas e com atacantes clínicos, abrindo caminho para zebras. Seleções como Noruega e Senegal chegam com referências de elite no ataque e defesa, enquanto Turquia, Japão e Costa do Marfim exibem boas misturas de juventude e peças experientes. Para o torcedor brasileiro no Maracanã ou em bares da cidade, isso significa mais jogos imprevisíveis e chances reais de ver choques emocionantes já nas oitavas e quartas de final.

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