
Uma casa de leilões em Nova York anunciou que vai a público a camisa azul usada por Pelé na final da Copa do Mundo de 1958, contra a Suécia, peça que carrega um pedaço da memória do futebol brasileiro. Pelé, atacante, Santos FC (na época), marcou dois gols no 5 a 2 que deu ao Brasil o primeiro título mundial e permanece como o mais jovem a deixar sua marca em uma final, com 17 anos. A camisa é vista por colecionadores e torcedores como um símbolo daquele time que mudou a história do futebol nacional. Para qualquer apaixonado pelo futebol, do Maracanã ao campinho, é um relicário de gerações e histórias.
Detalhes do leilão
O lote integra a venda intitulada “The Beautiful Game” da Sotheby’s, com lances abertos entre 29 de junho e 16 de julho e exibição pública prevista a partir de 1º de julho na sede da casa em Nova York. O valor estimado para a camisa é de US$ 6 milhões, cerca de R$ 30 milhões segundo a estimativa divulgada pelos organizadores, mas especialistas esperam que a cifra possa subir com a disputa entre colecionadores. O recorde de vendas da casa inclui a camisa conhecida como “Mão de Deus”, usada por Diego Maradona na final de 1986, que alcançou US$ 9,3 milhões. O leilão mistura paixão histórica e mercado de arte esportiva, atraindo museus, investidores e torcidas.
Outros itens de peso
Além da camisa de Pelé, o evento traz a braçadeira de capitão usada por Diego Maradona (meia-atacante, aposentado) na Copa de 1986, um item carregado de simbolismo para a Argentina e para o futebol mundial. Também há camisas de Lionel Messi (atacante, Inter Miami CF), entre elas uma usada na virada do Barcelona sobre o Paris Saint-Germain por 6 a 1, nas oitavas de 2017, estimada em cerca de US$ 400 mil, e outra utilizada pelas Eliminatórias da Copa de 2022 pela Argentina. Esses lotes mostram que o leilão cobre décadas e continentes, reunindo peças de diferentes eras que dialogam entre si. A presença desses nomes transforma a venda num mapa afetivo do futebol moderno e clássico.
Impacto e cronograma
Para o torcedor brasileiro, a chance de ver a camisa em exibição em Nova York a partir de 1º de julho é também uma oportunidade de revisitar a epopeia de 1958, mesmo longe do Maracanã ou de São Januário. Os lances abrem em 29 de junho e seguem até 16 de julho, com possibilidade de disputa online e presencial, conforme as regras da Sotheby’s. Seja para uma instituição, seja para um colecionador particular, a peça tem valor histórico e cultural, além do óbvio apelo financeiro. Resta ao público acompanhar a disputa e imaginar onde essa relíquia do futebol mundial vai parar quando o martelo cair.


